Suspeito afirma que não sabia do plano, mas admite ter visto execução
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta terça-feira (17), um mandado de prisão contra o segundo suspeito de envolvimento no homicídio da adolescente Emilly Menezes, de 17 anos. A jovem foi morta a tiros no dia 5 de março enquanto dormia na casa dos avós, no município de Arez, localizado na Região Metropolitana de Natal. O nome do novo detido não foi divulgado pela corporação.
Segundo as investigações, o homem preso é apontado como o condutor da motocicleta utilizada para que o ex-namorado da vítima, já preso anteriormente como suspeito de ser o autor dos disparos, chegasse até o local do crime e fugisse em seguida.
Suspeito afirma que não sabia do plano, mas admite ter visto execução
Em depoimento à polícia, o homem que conduzia a moto declarou que não tinha conhecimento de que o ex-namorado de Emilly Menezes cometeria o assassinato. No entanto, ele admitiu ter presenciado o momento em que os tiros foram disparados contra a adolescente.
De acordo com a Polícia Civil, a dupla saiu do município de Goianinha com destino a Arez utilizando a motocicleta. Ainda durante o trajeto ou na chegada, os suspeitos tiveram contato com o irmão da vítima, que, segundo a polícia, não tinha conhecimento do plano criminoso.
A prisão do segundo suspeito da morte de Emilly Menezes foi realizada com base em um mandado expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte. A Polícia Civil informou, em nota, que as investigações prosseguem “para o completo esclarecimento do caso e para identificar outros possíveis envolvidos”.
Relembre o crime: adolescente foi morta a tiros dentro de casa em Arez
O crime que vitimou Emilly Menezes ocorreu na madrugada do dia 5 de março. A adolescente estava dormindo na residência dos avós quando o local foi invadido. O autor dos disparos efetuou quatro tiros contra a jovem, que morreu instantaneamente. O caso ocorreu entre 1h e 2h da madrugada.
Durante a ação criminosa, a avó de Emilly, de 55 anos, também foi baleada. Ela precisou ser submetida a uma cirurgia no Hospital Regional Deoclécio Marques, localizado em Parnamirim, e sobreviveu aos ferimentos.
De acordo com relatos da família, Emilly manteve um relacionamento com o principal suspeito do crime por aproximadamente três anos. Pouco antes do homicídio, a adolescente havia deixado a casa onde vivia com o ex-companheiro e retornado para a residência dos avós. Familiares também informaram que o casal possuía um histórico de discussões e que a jovem já teria sido agredida pelo ex-namorado em outras ocasiões.
Foto: Polícia Civil/Ilustração
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