Tumulto marca leitura de relatório na CPI do INSS após troca de acusações entre parlamentares

Tumulto marca leitura de relatório na CPI do INSS após troca de acusações entre parlamentares

O episódio envolveu o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ)

A leitura do parecer final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS foi interrompida por um tumulto na tarde desta sexta-feira (27), em Brasília. O episódio envolveu o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), em meio a troca de acusações.

A confusão teve início quando Gaspar citou, durante a leitura do parecer, uma fala de 2018 do então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, com críticas ao ministro Gilmar Mendes: “O senhor é a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia.” A menção foi usada pelo relator para rebater críticas feitas por Gilmar Mendes ao trabalho da CPI.

Bate-boca entre relator e deputado

A fala gerou reação imediata de Lindbergh Farias, que questionou: “Isso é um relatório ou um circo?”. Gaspar respondeu: “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht.”

O clima então se intensificou. Lindbergh retrucou chamando o relator de “estuprador”. Em resposta, Alfredo Gaspar afirmou: “Estuprei corruptos como Vossa Excelência, que roubam o Brasil! Ladrão! Corrupto!”

Presidente da CPI ameaça expulsão

Diante da confusão, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interveio e chegou a ameaçar a expulsão dos parlamentares envolvidos para restabelecer a ordem na sessão.

Antes do bate-boca, Gaspar havia utilizado a fala de Barroso para rebater críticas feitas por Gilmar Mendes ao trabalho da CPI. O ministro do STF havia criticado o vazamento de dados ligados ao empresário Daniel Vorcaro durante julgamento na Corte.

Prorrogação da CPI foi rejeitada pelo STF

A sessão desta sexta-feira discutia a prorrogação da CPI do INSS, que acabou rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal na véspera. A decisão da Corte encerrou os trabalhos da comissão, que investigava irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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