Paciente relata falta de remédios controlados na rede pública de Parnamirim

Paciente relata falta de remédios controlados na rede pública de Parnamirim

Crise na saúde de Parnamirim: moradores denunciam desabastecimento de farmácias municipais

Moradores do município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, estão relatando dificuldades para retirar medicamentos de uso contínuo e controlado nas unidades de saúde da cidade. Em vídeos que circulam nas redes sociais, pacientes expressam revolta ao saírem de farmácias públicas sem as substâncias necessárias para seus tratamentos, apontando um cenário de desabastecimento que afeta diretamente a população mais vulnerável.

Uma moradora, em desabafo gravado em frente ao Centro Integrado de Saúde (CIS), localizado na unidade de saúde de Santos Reis, afirmou que a situação é recorrente. Com a receita médica em mãos, ela relatou que não conseguiu obter a medicação prescrita. Segundo o depoimento, diversos outros cidadãos enfrentaram o mesmo problema ao longo do dia, sendo informados de que os itens solicitados não estavam disponíveis no estoque da prefeitura.

Desabastecimento de remédios controlados preocupa moradores

A principal queixa dos usuários da rede pública de saúde de Parnamirim refere-se à falta de medicamentos em Parnamirim voltados para tratamentos psiquiátricos e neurológicos, conhecidos como medicamentos controlados. Estes fármacos possuem venda restrita e, em muitos casos, o custo na rede privada é elevado, o que torna o fornecimento governamental indispensável para a continuidade do cuidado terapêutico.

Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais, uma paciente mostra a documentação médica e enfatiza que a interrupção do tratamento pode acarretar danos severos à saúde de quem depende dessas substâncias. A indignação é ampliada pelo contraste percebido pela população entre a falta de recursos para a saúde básica e os investimentos em outras áreas da administração municipal, como a realização de eventos e festas.

Impacto da falta de medicamentos na rotina dos pacientes

A ausência de estoque nas farmácias municipais obriga muitos cidadãos a retornarem diversas vezes às unidades de saúde na tentativa de encontrar os produtos. Aqueles que não possuem condições financeiras para adquirir os remédios em drogarias particulares acabam ficando sem o tratamento por tempo indeterminado.

Durante o relato, a moradora destacou que “as pessoas estão saindo de mãos vazias”. A cena descrita no vídeo mostra o fluxo de pacientes que chegam ao balcão de atendimento da farmácia e saem sem as sacolas de medicamentos, apenas com as receitas carimbadas ou devolvidas. O descontentamento com a gestão da saúde pública tem sido um tema frequente entre os usuários que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

Gestão pública e a falta de medicamentos em Parnamirim

De acordo com os relatos que chegaram à redação do portal, há um sentimento de abandono por parte da gestão em relação aos serviços essenciais. A paciente que gravou a denúncia questionou a eficácia do planejamento municipal, sugerindo que os recursos que deveriam ser destinados ao abastecimento da farmácia básica estão sendo desviados para finalidades menos urgentes.

A falta de uma previsão clara para a normalização do estoque aumenta a insegurança dos pacientes. Em Parnamirim, o fornecimento de medicamentos é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, que deve gerir tanto a compra quanto a logística de distribuição para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e centros de especialidades.

Até o fechamento desta matéria, o cronograma de reposição de medicamentos para as unidades citadas no vídeo não havia sido detalhado aos moradores presentes no local. A situação permanece sob observação dos órgãos de controle e da própria população, que utiliza os canais digitais para dar visibilidade ao problema.

Foto: Reprodução

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