No Dia de Conscientização do Autismo, história vivida em Natal mostra como identificação e ambientes inclusivos podem transformar rotina de famílias atípicas
Inclusão: vínculo de criança autista com mascote do Natal Shopping transforma rotina familiar
Celebrado nesta quinta-feira (2), o Dia Mundial de Conscientização do Autismo convida a sociedade a ampliar o olhar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reconhecendo não apenas seus desafios, mas também as singularidades que tornam cada vivência única. Entre as características que podem fazer parte desse universo está o hiperfoco, um interesse intenso que, em muitos casos, se torna uma importante ferramenta de conexão com o mundo.
Foi por esse caminho que Tanna Maryah, de 7 anos, encontrou nos elefantes uma forma de se expressar e se conectar. Diagnosticada com autismo aos dois anos e meio, após um período de regressão no desenvolvimento observado pelos familiares, ela encontrou nesses animais um interesse constante e afetivo, presente em diferentes momentos do seu dia a dia.
“Durante a pandemia, ela parou de falar, começou a andar na ponta dos pés, não respondia quando era chamada e levava muito as mãos aos ouvidos. Foi aí que acendeu uma luz de alerta e percebemos que algo precisava ser investigado”, relembra a mãe, Mykaella Tayres, que é enfermeira. A partir daí, a família iniciou o acompanhamento com especialistas até a obtenção do laudo diagnóstico.
Entre consultas e terapias, veio uma nova forma de compreender o mundo da filha. Com o tempo, o elefante que decorava seu enxoval e o quarto de bebê se tornou um companheiro frequente. “É um amigo fiel. Ela anda sempre com ele”, conta. Esse interesse ganhou novos contornos quando Tanna passou a frequentar o Natal Shopping e se deparou com a Naty, elefanta mascote do empreendimento.
“Quando ela viu o elefante que ela tem de pelúcia personificado ali, em uma estátua logo na entrada, ela ficou numa euforia, os olhos dela brilharam. A partir daí, começamos a frequentar o Parque da Naty e ela fica por horas ali só admirando, só curtindo esse hiperfoco dela”, conta a mãe.
O vínculo com a mascote foi se fortalecendo aos poucos, até ganhar contornos de relação. Hoje uma natelete, embaixadora da Naty, Tanna se aproximou com curiosidade e encantamento na primeira vez que viu a personagem pessoalmente. “Ela queria ver cada detalhe, passar a mão nela, abraçar, dançar. Não queria ir embora”.
Hiperfoco como aliado no dia a dia
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o paciente com TEA lida com uma série de condições que comprometem seu comportamento social, a comunicação e a linguagem em diferentes graus. Outra característica pode ser a realização de comportamentos repetitivos e dificuldades para lidar com estímulos sensoriais excessivos, o que pode dificultar seu acesso a atividades de lazer e entretenimento.
No cotidiano, a conexão que vem do hiperfoco ultrapassa o encantamento e se transforma em ferramenta. Mykaella relata que a presença simbólica da personagem em itens como camisetas, copos e outros, ajuda a organizar a rotina, suavizar dias difíceis e criar pontes de comunicação. “Quando ela não está bem, a Naty me ajuda muito para que eu consiga fazer com que ela seja colaborativa, é um facilitador muito grande no nosso dia a dia”, explica.
O papel dos espaços inclusivos
Para a família, além da identificação afetiva com a mascote, o acolhimento encontrado no ambiente do Natal Shopping faz diferença. “A gente percebe um cuidado maior. Desde o empréstimo de abafadores de ruído até a postura da equipe, sempre disponível para ajudar. Isso traz tranquilidade para nós”, afirma Mykaella.
Histórias como a de Tanna Mariah reforçam que, mais do que estruturas, a construção de espaços inclusivos passa pelo olhar atento às individualidades. Como reforça o superintendente Felipe Furtado, “o Natal Shopping busca cada vez mais aprimorar suas iniciativas voltadas à inclusão, buscando oferecer sempre uma melhor experiência para as pessoas com TEA e suas famílias”.
Entre as ações realizadas pelo empreendimento estão a disponibilização de recursos de apoio sensorial em uma sala no seu Espaço Família, com a privacidade necessária e ferramentas que ajudam a ajustar a intensidade das respostas a uma ou várias sensações.
Entre as iniciativas do Natal Shopping voltadas para a inclusão, destacam-se:
- Vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com autismo, identificadas com o símbolo da fita de quebra-cabeça colorida.
- Empréstimo de abafadores de ruído, disponíveis gratuitamente no Espaço Família, para proporcionar maior conforto sensorial durante o passeio.
- Sessão Azul no Cinépolis, onde a experiência cinematográfica é adaptada com volume reduzido, iluminação suave e liberdade de circulação durante a exibição. Além disso, pessoas com TEA têm entrada gratuita e seus acompanhantes pagam meia-entrada.
- Capacitação contínua dos colaboradores para garantir um atendimento mais preparado e empático.
Além disso, o empreendimento mantém um canal aberto para sugestões de boas práticas voltadas à inclusão de pessoas com necessidades especiais. Para isso, disponibiliza o e-mail para contato: marketing.nat@natalshopping.com.br.
Foto: Divulgação
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







