Operação match final apura atuação de casal investigado por crimes praticados após contatos em aplicativos de relacionamento
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a operação “Match Final”, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra um casal investigado por atuar de forma conjunta na prática de roubos e extorsões em Natal. As investigações apontam que as vítimas eram, em sua maioria, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, especialmente homens gays e mulheres trans.
Durante a ação, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de duas medidas cautelares diversas da prisão contra parentes dos investigados, incluindo o uso de monitoramento eletrônico. As diligências ocorreram nos bairros Dix-Sept Rosado, Quintas e Lagoa Nova.
Investigação aponta abordagem por aplicativos de relacionamento
De acordo com a Polícia Civil, o casal utilizava aplicativos de relacionamento voltados ao público LGBTQIAPN+ para selecionar as vítimas. O investigado principal iniciava o contato, estabelecia vínculo e, após ganhar a confiança, transferia a comunicação para aplicativos de mensagens.
Após essa etapa, eram marcados encontros presenciais, geralmente na residência dos investigados. No local, as vítimas eram surpreendidas pela ação criminosa.
Crimes incluíam roubo, extorsão e ameaças
Segundo relatos reunidos durante a investigação, os crimes eram praticados com uso de armas brancas e, em algumas situações, arma de fogo. O investigado exigia acesso às contas bancárias e às respectivas senhas das vítimas.
A companheira dele participava da ação, surgindo durante o encontro e realizando ameaças para que as vítimas efetuassem transferências financeiras.
Além dos roubos, as vítimas também eram submetidas à extorsão e chantagem, sob ameaça de divulgação de dados pessoais e conteúdos íntimos.
Celulares e transferências financeiras foram alvo dos suspeitos
As investigações apontaram a subtração de aparelhos celulares, principalmente modelos iPhone, além da exigência das senhas do iCloud para formatação e posterior revenda dos dispositivos.
Também foram identificadas transferências bancárias realizadas sob coação. Os valores obtidos eram direcionados para contas vinculadas à investigada, à irmã dela e à mãe do investigado, indicando a participação de pessoas próximas na movimentação dos recursos.
Polícia Civil identificou pelo menos 20 vítimas
Ao todo, foram identificadas 20 vítimas. Segundo a Polícia Civil, foram registrados 15 aparelhos celulares subtraídos, sendo 12 iPhones, além de valores obtidos por meio de transferências bancárias realizadas sob coação.
A corporação não descarta a existência de outras vítimas, considerando a presença de indícios, inclusive por meio de imagens, de pessoas que ainda não formalizaram o registro de ocorrência.
Nome da operação faz referência ao modo de atuação
A denominação da operação “Match Final” faz referência ao modo de atuação do grupo investigado, que iniciava os crimes a partir de um “match” em aplicativos de relacionamento.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população no combate à criminalidade. Informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Foto: Reprodução/Polícia Civil
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