Peixe distribuído em Pendências gera denúncias; casos em Afonso Bezerra e Angicos ampliam alerta

Peixe distribuído em Pendências gera denúncias; casos em Afonso Bezerra e Angicos ampliam alerta

Moradores relatam condições inadequadas do pescado e levantam preocupação com saúde pública

A distribuição de peixe realizada durante a Semana Santa no município de Pendências, no interior do Rio Grande do Norte, passou a ser alvo de denúncias por parte de moradores. Registros em vídeo divulgados nas redes sociais mostram questionamentos sobre a qualidade do pescado entregue à população, com relatos de que os alimentos estariam em condições impróprias para consumo.

Nas imagens, um morador apresenta o peixe retirado da embalagem e relata a presença de odor forte logo após a abertura do pacote. Segundo o depoimento, o cheiro seria incompatível com um alimento em condições adequadas para preparo. O vídeo também destaca características físicas do produto, como alteração na coloração dos olhos e textura da carne.

Os registros indicam que o pescado apresentaria sinais associados à conservação inadequada. O morador afirma que o produto não poderia ser utilizado para consumo, mencionando risco à saúde caso fosse ingerido.

Relatos apontam possíveis riscos à saúde

Entre as preocupações levantadas pelos moradores está a possibilidade de intoxicação alimentar. Nos vídeos divulgados, há questionamentos sobre os riscos de consumo do pescado distribuído, com menção a possíveis quadros de mal-estar e necessidade de atendimento médico.

A situação ocorre no contexto de distribuição tradicional de peixe durante a Semana Santa, período em que famílias recebem o alimento como parte das ações voltadas à data religiosa. Parte dos moradores também relatou insatisfação com a logística de entrega e com as condições em que o produto chegou aos pontos de distribuição.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de lotes afetados ou sobre substituição dos itens distribuídos.

Critérios de conservação e recomendações sanitárias

Especialistas em segurança alimentar indicam que peixes com alterações visíveis, como olhos opacos, textura amolecida e odor acentuado, não devem ser consumidos. Esses sinais podem estar relacionados à deterioração do produto.

A conservação adequada do pescado depende da manutenção da cadeia de frio desde o armazenamento até a entrega ao consumidor final. Em casos de distribuição pública, o controle dessas etapas é necessário para garantir a integridade do alimento.

Caso em Afonso Bezerra envolve devolução de pescado

Em Afonso Bezerra, também na região Central do Rio Grande do Norte, a distribuição de peixe durante o mesmo período registrou ocorrência semelhante em uma localidade específica. Após a circulação de vídeo com registros de produto impróprio, a gestão municipal informou que adotaria providências em relação à empresa fornecedora.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Assistência Social, foram adquiridos cerca de 4.200 quilos de peixe, dos quais 3.200 quilos já haviam sido distribuídos para assentamentos da cidade. A ocorrência de peixe estragado foi registrada em apenas uma comunidade.

Após tomar conhecimento do caso, cerca de mil quilos do produto foram devolvidos à empresa responsável pelo fornecimento. De acordo com o secretário responsável pela distribuição, o pescado havia sido recebido congelado e dentro do padrão antes da entrega à população.

Relatos em Angicos apontam sintomas após consumo

Outro caso relacionado à distribuição de peixe durante a Semana Santa foi registrado no município de Angicos. Moradores relataram sintomas após o consumo do pescado distribuído, com informações divulgadas por meio de redes sociais.

Entre os sintomas mencionados estão dor de cabeça, vermelhidão na pele e nos olhos, além de alteração nos batimentos cardíacos. Segundo informações da administração municipal, sete pessoas procuraram atendimento médico após o consumo do alimento.

A prefeitura informou que aproximadamente 3 mil quilos de peixe foram distribuídos na ação. Após os relatos, medidas foram adotadas para apuração dos fatos, incluindo contato com a empresa responsável pelo fornecimento.

A empresa informou que o produto foi adquirido de fornecedor regularizado e transportado em veículo refrigerado diretamente até o local indicado. Também foi informado que o fornecedor foi notificado para prestar esclarecimentos sobre a qualidade e as condições do pescado.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a relação entre os sintomas relatados e o consumo do peixe distribuído.

Foto: Reprodução

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