Colapso se amplia e atinge linhas de longa distância que ligam Natal ao interior do estado
A crise no transporte público do Rio Grande do Norte se agravou ainda mais na manhã desta segunda-feira (6). Após a paralisação das linhas metropolitanas, o transporte rodoviário intermunicipal de longa distância — responsável por ligar Natal a cidades do interior — também foi paralisado na Rodoviária de Natal, no bairro de Cidade da Esperança, na zona Oeste da capital, ampliando o colapso no sistema.
A interrupção ocorre por determinação do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte, que decidiu suspender as atividades em virtude do atraso no pagamento de salários. Com isso, ônibus que realizam viagens mais longas passaram a ser recolhidos às garagens, deixando rodoviárias e pontos de embarque sem operação.
O movimento atinge tanto empresas de ônibus quanto permissionários do transporte alternativo, o que na prática resulta na paralisação completa do sistema intermunicipal. Não há, até o momento, qualquer previsão oficial para retomada das atividades.
A situação expõe um cenário de colapso que já vinha sendo anunciado nas últimas semanas. Empresários do setor vinham alertando para a dificuldade de manter as operações diante da alta expressiva no preço do diesel e da ausência de subsídios por parte do Governo do Estado. Mesmo com medidas como a isenção de ICMS sobre o combustível, os operadores afirmam que os custos seguem inviáveis.
O sistema é gerido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão vinculado ao Executivo estadual por meio da Secretaria de Infraestrutura. Até o momento, no entanto, não houve anúncio de medidas emergenciais para conter a paralisação ou garantir a continuidade do serviço.
Com a suspensão das viagens de longa distância, o impacto sobre a população se amplia significativamente. Passageiros que dependem do transporte para deslocamentos entre a capital e o interior — seja para trabalho, estudo ou tratamento de saúde — ficaram sem alternativas imediatas.
A paralisação simultânea das linhas metropolitanas e rodoviárias evidencia a fragilidade estrutural do sistema de transporte intermunicipal no estado, que enfrenta dificuldades financeiras, operacionais e de gestão. Sem um acordo entre trabalhadores, empresas e Governo do Estado, o cenário permanece indefinido, com milhares de usuários diretamente afetados.
Foto: Divulgação
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