RN registra 858 acidentes com escorpiões em 2026 e Sesap orienta população

RN registra 858 acidentes com escorpiões em 2026 e Sesap orienta população

Dados do Ciatox apontam ocorrências no início de 2026 e reforçam medidas de prevenção, sinais de alerta e procedimentos em caso de picada

O Rio Grande do Norte registrou 858 acidentes com escorpiões entre janeiro e o início de março de 2026, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública. Ao longo de todo o ano de 2025, foram contabilizadas 5.756 ocorrências no estado.

Diante desse cenário, a Sesap, por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte, divulgou orientações à população sobre prevenção, identificação de sintomas e procedimentos a serem adotados em caso de acidentes com escorpiões.

Segundo as orientações, o atendimento inicial deve ser realizado em unidades de pronto atendimento. Nos casos em que houver indicação do uso de soro antiescorpiônico, o paciente é encaminhado para uma unidade de referência.

Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor no local, ardência e dormência. Com a evolução do quadro, podem surgir manifestações como dor abdominal, náuseas, vômitos, sudorese e agitação. Crianças com até 10 anos e pessoas idosas estão entre os grupos considerados de maior risco para complicações.

A recomendação é que, após o acidente, a vítima procure atendimento médico imediato. Também é orientado o contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica, por meio dos telefones disponibilizados, para receber orientações da equipe de plantão.

Entre as medidas indicadas após a picada estão a lavagem do local com água e sabão, a manutenção da calma da vítima e a busca por atendimento médico. Caso seja possível, a orientação é obter uma imagem do escorpião para auxiliar na identificação do animal.

Por outro lado, a Sesap destaca práticas que não devem ser adotadas. Não é recomendado sugar o veneno, realizar torniquete, manusear o escorpião ou aplicar substâncias sobre a lesão, pois essas ações podem agravar o quadro clínico.

No campo da prevenção, as orientações incluem examinar calçados e roupas antes do uso, fechar frestas e buracos em paredes e evitar o acúmulo de lixo e entulhos em ambientes domésticos. A redução da presença de insetos, como baratas e cupins, também é indicada, uma vez que esses animais servem de alimento para escorpiões.

Outra medida recomendada é a preservação de predadores naturais, como corujas, sapos, lagartixas e galinhas, que contribuem para o controle da população de escorpiões.

As orientações divulgadas pelo Ciatox integram as ações de monitoramento e prevenção desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, com o objetivo de reduzir a ocorrência de acidentes e orientar a população sobre os procedimentos adequados em situações envolvendo escorpiões.

Foto: Marcelo Soares

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