Criança de 1 ano e 9 meses morreu após dar entrada sem vida em unidade de saúde; laudo apontou lesão abdominal e caso é investigado
Uma bebê de 1 ano e 9 meses morreu após sofrer agressões dentro de casa no bairro de Vila Valqueire, na zona oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança foi preso após confessar o crime e deve responder por feminicídio. O caso ocorreu enquanto a mãe da vítima participava de uma entrevista de emprego fora de casa.
A vítima, identificada como Maya Costa Cypriano, morreu na quinta-feira, dia 2. Segundo informações apresentadas pela mãe, Emanuele Costa, ela havia saído de casa ainda durante a madrugada para participar de um processo seletivo e deixou a filha sob os cuidados do companheiro, Lukas Pereira do Espírito Santo.
De acordo com o relato, durante a manhã, o homem entrou em contato informando que a criança não estava bem, sem mencionar qualquer ocorrência de agressão. Ao retornar para a residência, por volta do meio-dia, a mãe encontrou a filha em estado considerado grave.
A criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Campinho, na zona norte da cidade. Segundo informações do atendimento, a vítima já chegou à unidade sem vida após uma parada cardiorrespiratória. Durante a avaliação, profissionais de saúde identificaram sinais de violência no corpo da criança e acionaram a polícia para apuração do caso.
Inicialmente, a mãe e o padrasto foram encaminhados para prestar depoimento na 29ª Delegacia de Polícia, localizada em Madureira. Após os primeiros esclarecimentos, ambos foram liberados. No entanto, o resultado do laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal, indicando a ocorrência de agressão.
Com base nas informações do laudo, o caso passou a ser conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital, que deu continuidade às investigações. Na sexta-feira, dia 3, policiais civis cumpriram mandado de prisão contra o padrasto da vítima.
Durante depoimento, o homem confessou ter cometido as agressões contra a criança. A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para apurar as circunstâncias dos fatos e verificar a eventual participação de outras pessoas.
O corpo da criança foi sepultado no domingo, dia 5, no Cemitério do Caju, localizado na região portuária do Rio de Janeiro. O enterro reuniu familiares e pessoas próximas.
As investigações permanecem em andamento sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer todos os elementos relacionados ao caso.
Foto: Reprodução
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