Justiça decreta prisão de tutora de pitbull após morte em Extremoz

Justiça decreta prisão de tutora de pitbull após morte em Extremoz

Prisão preventiva de tutora de pitbull é decretada após morte de trabalhador em Extremoz

A Justiça decretou a prisão preventiva da tutora de um cão da raça pitbull envolvido no ataque que resultou na morte de Francisco Paulo da Silva, de 62 anos, no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. O caso ocorreu no dia 6 de março, dentro da residência da investigada, onde a vítima havia sido contratada para realizar um serviço de limpeza.

A informação foi confirmada pelo advogado Jânio Alves, do escritório Alves & Rodrigues, que atua no caso. Segundo ele, houve avanço no processo, incluindo a decretação da prisão preventiva da tutora do animal.

De acordo com o advogado, o Ministério Público já ofereceu denúncia à Justiça com base nos elementos reunidos durante a investigação. Ele informou que o órgão entendeu haver indícios suficientes para o prosseguimento do caso na esfera criminal.

Andamento do processo e análise judicial

Com o oferecimento da denúncia, caberá ao juiz responsável analisar se há elementos para o recebimento formal da acusação. Somente após essa etapa, a ação penal passa a tramitar oficialmente no Judiciário.

O advogado destacou que o oferecimento da denúncia não encerra a fase investigativa. Segundo ele, a continuidade das apurações é possível caso surjam novos elementos ou haja necessidade de aprofundamento de pontos específicos relacionados ao caso.

Ele também informou que existem outros procedimentos em andamento, mas não detalhou o conteúdo em razão de o processo tramitar sob segredo de justiça.

Investigação sobre ataque de pitbull em Extremoz

Francisco Paulo da Silva morreu após ser atacado pelo cão na perna direita, ainda dentro do imóvel onde prestava serviço. Conforme informações apuradas pela Polícia Civil, a vítima sofreu perda significativa de sangue e morreu no local.

A corporação informou que investiga as circunstâncias que levaram ao ataque. O caso teve desdobramento após uma testemunha apresentar materiais como fotos, áudios e capturas de tela de conversas atribuídas à investigada. Segundo a polícia, esses elementos indicam a possibilidade de que a situação tenha sido provocada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva foi decretada com base em suspeitas de que a investigada tenha permitido o ataque por razões xenofóbicas e racistas.

Versão apresentada e diligências em andamento

No relato inicial prestado à polícia, a mulher afirmou que o animal estava preso em um quarto da residência e que teria atacado a vítima após conseguir abrir a porta do cômodo.

A Polícia Civil informou que, no momento do ocorrido, estavam no imóvel apenas a investigada, a vítima e o animal. Também foi registrado que aquela era a primeira vez que Francisco Paulo da Silva realizava serviço no local.

O celular da suspeita foi apreendido durante as primeiras diligências e será submetido à análise. A corporação informou que novas diligências seguem em andamento com o objetivo de esclarecer todos os aspectos relacionados ao caso.

Foto: Reprodução

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