Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta crescimento de SRAG em Natal e no Rio Grande do Norte
A cidade de Natal apresenta nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A informação consta no boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz.
De acordo com o levantamento, a capital potiguar está entre 11 cidades do país que se encontram nessa condição, o que indica aumento recente na circulação de vírus respiratórios. O cenário acompanha a tendência observada em nível estadual, onde o Rio Grande do Norte também aparece entre as unidades da federação com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento no longo prazo.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por quadros em que uma infecção respiratória evolui e compromete os pulmões, podendo levar à insuficiência respiratória. Entre os principais sinais estão febre alta, dificuldade para respirar e sensação de aperto no peito. Os dados do boletim indicam que a incidência da doença varia de moderada a muito alta entre diferentes faixas etárias.
Segundo a análise, há maior impacto em crianças de até dois anos de idade, enquanto os casos com desfecho mais grave são registrados com maior frequência entre idosos. O relatório também aponta que, no cenário nacional, 13 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta.
Estados da região Nordeste aparecem entre os destaques do levantamento, incluindo o Rio Grande do Norte, que apresenta probabilidade de crescimento dos casos acima de 75% nas últimas duas semanas. O dado reforça a tendência de aumento da circulação de vírus respiratórios no estado.
No detalhamento dos agentes associados aos casos de SRAG, o boletim indica comportamentos distintos. No estado potiguar, os casos relacionados à Influenza A já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda. Por outro lado, as ocorrências associadas ao Vírus Sincicial Respiratório seguem em elevação, especialmente entre crianças pequenas.
O levantamento reforça que a dinâmica de circulação dos vírus pode variar conforme a faixa etária e o período analisado, com impactos distintos na rede de saúde. A evolução dos casos é monitorada por meio de indicadores epidemiológicos que acompanham internações e registros hospitalares relacionados a síndromes respiratórias.
Entre as orientações para prevenção, estão a manutenção de hábitos relacionados à alimentação, atualização do calendário vacinal, além de medidas de proteção em situações de risco. A recomendação inclui evitar contato com pessoas com sintomas gripais, utilizar máscara quando necessário e manter a higienização frequente das mãos.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







