Potiguares mortos no Maranhão foram feitos reféns após assalto e encontrados em estrada de terra
Três homens naturais do Rio Grande do Norte foram encontrados mortos na manhã da sexta-feira, 10 de abril de 2026, após um assalto ocorrido no município de Lago da Pedra, no Maranhão. As vítimas haviam sido feitas reféns durante a ação criminosa e foram localizadas em uma estrada de terra na cidade de Santa Inês.
De acordo com as informações, os corpos apresentavam marcas de tiros e estavam amarrados. As vítimas foram identificadas como Francisco Edimar Gino da Silva, de 42 anos, Bruno Pinheiro Alves, de 26 anos, e Roberto Moreira de Aquino, cuja idade não havia sido confirmada até a última atualização.
Os três estavam no Maranhão a trabalho. Francisco Edimar atuava como empresário no ramo de crediário, enquanto Bruno Pinheiro e Roberto Moreira eram funcionários dele.
Segundo a Polícia Militar do Maranhão, o crime teve início por volta das 7h, quando criminosos armados invadiram a residência onde as vítimas estavam, localizada no bairro Planalto, em Lago da Pedra. Durante a ação, os suspeitos renderam o empresário, a esposa dele e os funcionários.
A esposa do empresário foi mantida amarrada dentro de um quarto, enquanto os demais foram mantidos sob domínio dos criminosos. Ainda durante o assalto, as vítimas foram agredidas e obrigadas a realizar transferências via PIX, que totalizaram aproximadamente R$ 24 mil.
Além das transferências, os suspeitos levaram dinheiro em espécie, aparelhos celulares e equipamentos do sistema de segurança da residência. Uma caminhonete Hilux de cor preta também foi roubada durante a ação.
Após o assalto, os criminosos levaram Francisco Edimar, Bruno Pinheiro e Roberto Moreira como reféns. A Polícia Militar informou que, por volta das 9h, a caminhonete roubada foi localizada no povoado Monção, na zona rural de Santa Inês.
Nas proximidades do veículo, foram encontrados os corpos das três vítimas. Eles estavam amarrados e apresentavam marcas de disparos de arma de fogo.
Até o fim da tarde da sexta-feira, 10 de abril, não havia informações sobre a prisão de suspeitos envolvidos no crime.
Francisco Edimar Gino da Silva era natural de Tenente Ananias, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Ele era casado e pai de dois filhos. O corpo permanecia no Instituto Médico Legal de São Luís, sem previsão de liberação, e o sepultamento deve ocorrer na cidade de origem.
Bruno Pinheiro Alves era natural de Marcelino Vieira, também no Alto Oeste potiguar. Ele tinha 26 anos e completaria 27 anos no mês de maio. Bruno era pai de dois filhos e mantinha um relacionamento. Segundo a família, o corpo deve chegar ao município de origem no domingo, onde será sepultado.
Roberto Moreira de Aquino era natural de Rafael Fernandes. Até a última atualização das informações, a idade dele não havia sido confirmada.
Foto: Reprodução
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