Nordeste concentra 42,2% das internações por mioma no Brasil

Nordeste concentra 42,2% das internações por mioma no Brasil

Tumor benigno é comum entre mulheres em idade reprodutiva, mas nem sempre exige intervenção cirúrgica; especialista orienta quando é necessário buscar ajuda profissional

Nordeste concentra 42,2% das internações por mioma no Brasil

Os miomas uterinos estão entre as alterações ginecológicas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. Apesar disso, o seu diagnóstico ainda é cercado por dúvidas e desinformação. De acordo com estudo publicado em junho de 2026 na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, foram registradas 409.502 internações relacionadas à condição entre 2019 e 2023 no Brasil, com aumento de 32% no período, sendo a região Nordeste responsável por concentrar 42,2% dessas casos.

Segundo o ginecologista Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), o mioma é um tumor benigno formado a partir do tecido uterino e pode se apresentar de diferentes formas, como resultado de uma combinação de fatores.

“Os miomas podem apresentar diferentes tamanhos e localizações dentro do útero. Essa característica é importante porque, mesmo relativamente pequeno, dependendo de onde está localizado, ele pode provocar sintomas. Por isso, a necessidade cirúrgica precisa ser avaliada caso a caso”, explica o ginecologista.

A mulher deve procurar avaliação ginecológica especialmente quando apresentar sangramento menstrual muito intenso, menstruação prolongada, dor pélvica persistente, sensação de pressão ou aumento abdominal, sintomas urinários ou intestinais associados, e dificuldades relacionadas à fertilidade.

Entretanto, quando a paciente não apresenta sintomas ou são leves e não comprometem a qualidade de vida, o médico pode optar pelo acompanhamento clínico e por exames periódicos para avaliar se houve crescimento ou alguma mudança no quadro.

“A intervenção médica, quando necessária, pode variar conforme as características do mioma e da paciente, podendo envolver medicamentos, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia. A escolha deve considerar, entre outros aspectos, os sintomas, a localização e o tamanho dos miomas, a idade e os planos de gravidez”, finaliza Robinson Dias.

Fotos: Divulgação

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