Local retoma atividades após uma restauração meticulosa que envolveu milhares de artesãos
Neste sábado (7.dez.2024), a Catedral de Notre-Dame de Paris reabriu suas portas, cinco anos e meio após ser severamente danificada por um incêndio que destruiu sua torre e teto, deixando o mundo em choque. A reabertura marca o renascimento de um dos mais importantes símbolos da França e da arquitetura gótica.
O incêndio, ocorrido em 15 de abril de 2019, abalou a comunidade internacional ao ameaçar a integridade de uma estrutura de 860 anos. Durante a tragédia, a torre central e o teto desabaram, mas as torres do sino e parte da estrutura principal foram salvas graças ao esforço das equipes de emergência.



A restauração envolveu mais de cinco anos de trabalho minucioso, com milhares de artesãos especializados, como carpinteiros, pedreiros e artistas de vitrais, empregando técnicas tradicionais para restaurar a catedral à sua forma original. A nova torre, abóbada de nervuras e os arcobotantes foram reconstruídos, enquanto as decorações em pedra branca e dourada foram revitalizadas, devolvendo o esplendor ao monumento.
Durante a cerimônia de reabertura, o presidente francês Emmanuel Macron destacou a importância simbólica do evento: “O mundo inteiro foi abalado pelo incêndio. Hoje, vivemos um choque de esperança”.


A catedral, cuja construção começou em 1163 e se estendeu por séculos, é um marco na história da arquitetura e da cultura francesa. A obra ganhou ainda mais notoriedade com o romance O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo, que consolidou sua posição como um dos principais símbolos de Paris.
A restauração contou com um financiamento global de mais de 840 milhões de euros, permitindo não apenas a reconstrução, mas também novos investimentos. A Igreja Católica espera que Notre-Dame atraia cerca de 15 milhões de visitantes por ano, consolidando sua posição como uma das atrações mais icônicas do mundo.
Fotos: RS/Fotos Públicas
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







