Falta de repasses financeiros afeta hospitais e profissionais
A Justiz Terceirização, empresa que presta serviços essenciais à saúde pública do Rio Grande do Norte, anunciou que irá paralisar parcialmente suas atividades a partir da próxima segunda-feira (27.jan.2025). A medida foi tomada devido à falta de repasses financeiros por parte do Governo do Estado, com atrasos que, em alguns contratos, ultrapassam quatro meses.
Hospitais e serviços afetados
A paralisação afetará diretamente diversos serviços essenciais em hospitais do estado, incluindo:
- Higienização: No Hospital Walfredo Gurgel.
- Equipes de Enfermagem: No Hospital João Machado.
- Atividades Relacionadas a Cirurgias: Nos hospitais Santa Catarina, em Natal, e Lindolfo Gomes Vidal, em Santo Antônio.

Apenas 30% do efetivo total da empresa continuará operando, conforme prevê a legislação para serviços essenciais. Médicos, enfermeiros, técnicos e higienistas serão diretamente impactados, trabalhando em regime de escala mínima.
Paralisação da Coopmed-RN também afeta serviços
Além da Justiz, médicos cooperados da Cooperativa Médica do RN (Coopmed-RN) já iniciaram a suspensão de serviços nesta quarta-feira (22). O motivo também é o atraso nos pagamentos pela Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).
Os serviços comprometidos incluem:
- Cirurgias cardíacas.
- Procedimentos pediátricos.
- Cirurgias oncológicas.
- Atendimentos ortopédicos.
- Serviços de hemodinâmica.
Negociações sem avanço
Na tentativa de evitar a paralisação, a Justiz Terceirização participou de uma reunião com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) nesta quarta-feira (22). Durante o encontro, a empresa solicitou informações sobre o cronograma de repasses financeiros, mas não obteve uma previsão concreta de pagamento.
Sem avanços nas negociações e diante da situação crítica, a paralisação parcial foi considerada inevitável pela empresa.
Governo ainda não se pronunciou
Até o momento, o Governo do Estado não divulgou uma posição oficial sobre os atrasos nos repasses que afetam os contratos com a Justiz Terceirização e a Coopmed-RN. A situação segue sem solução, com impacto direto no atendimento à saúde pública do estado.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
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