Médicos da Coopmed-RN retomam atividades após paralisação

Médicos da Coopmed-RN retomam atividades após paralisação

Acordo com Sesap prevê pagamento de honorários em fevereiro e março de 2025

Os médicos cooperados da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed-RN) retomaram nesta sexta-feira (24.jan.2025) os atendimentos de média e alta complexidade nos hospitais conveniados. A paralisação dos serviços durou dois dias e foi encerrada após a aceitação de uma proposta apresentada pela Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).

A decisão foi tomada em uma Assembleia Extraordinária realizada na noite da última quinta-feira (23).

Entenda o acordo entre Coopmed-RN e Sesap

Segundo a Coopmed-RN, a Sesap se comprometeu a pagar os valores em aberto em duas parcelas, agendadas para 10 de fevereiro e 10 de março de 2025. Os pagamentos incluem os honorários atrasados referentes aos meses de setembro e outubro de 2024.

Durante o processo de negociação, a Coopmed contou com a mediação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). A reunião entre as partes, realizada ao longo da quinta-feira, foi decisiva para o desfecho da paralisação.

Impacto da paralisação

A interrupção dos serviços pelos médicos da Coopmed-RN começou na quarta-feira (22) e afetou hospitais importantes do estado, como:

  • Liga Contra o Câncer
  • Hospital Rio Grande
  • Hospital Paulo Gurgel
  • Hospital Memorial
  • Hospital do Coração
  • Hospital Infantil Varela Santiago

Cerca de 160 médicos ficaram sem atuar durante o período, o que impactou diretamente a realização de cirurgias cardíacas, pediátricas, oncológicas, ortopédicas e hemodinâmicas. A média mensal de atendimentos da Coopmed-RN é de 3.700, e a dívida acumulada com os profissionais alcança aproximadamente R$ 4 milhões.

Coopmed-RN destaca esforços para resolução

Em comunicado oficial, a diretoria da Coopmed-RN afirmou que manteve uma assembleia permanente durante os dois dias de paralisação para buscar uma solução que atendesse tanto os interesses dos médicos quanto os da sociedade.

A cooperativa reforçou que suas decisões foram respaldadas pelo Ministério Público, destacando o compromisso com a continuidade dos serviços de saúde no estado.

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF/Ilustração

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