Investigação revela que agentes públicos e despachantes cobravam valores altos para omitir infrações de trânsito no sistema; R$ 15 mil em espécie foram apreendidos
Na manhã desta sexta-feira (4.abr.2025), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a Operação Hipnos, que investiga um suposto esquema criminoso envolvendo a omissão de multas de trânsito no sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN). A ação, coordenada pela Delegacia Especializada no Combate à Corrupção e Defesa do Patrimônio Público (Deccor), resultou no afastamento de um servidor do Detran e de um policial militar lotado no Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).

De acordo com as investigações, os envolvidos atuavam para impedir que multas regularmente aplicadas fossem registradas no sistema, mediante o pagamento de altos valores. Despachantes também foram alvo da operação, e um deles foi conduzido para a colocação de tornozeleira eletrônica.
Apreensões e detalhes da investigação
Durante os mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram R$ 15 mil em espécie e documentos que podem auxiliar no andamento do caso. O nome da operação, Hipnos, faz referência ao deus do sono na mitologia grega. A escolha do termo está ligada à expressão usada pelos investigados, que afirmavam que fariam as multas “dormir”, evitando sua implementação no sistema do Detran.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Civil, os agentes públicos e despachantes atuavam em conjunto para omitir multas de trânsito em troca de pagamentos. O servidor do Detran e o policial militar teriam facilitado o processo, garantindo que as infrações não fossem registradas, beneficiando condutores que desejavam evitar penalidades.

A operação ainda está em andamento, e novos desdobramentos podem surgir nas próximas etapas da investigação.
Foto: Divulgação/Polícia Civil/Ilustração
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