Médicos das UPAs de Natal fazem paralisação por salários atrasados e cobram melhores condições de trabalho

Médicos das UPAs de Natal fazem paralisação por salários atrasados e cobram melhores condições de trabalho

Profissionais ligados à Coopmed interromperam atendimentos nesta sexta (16) em protesto contra atraso de cinco meses no pagamento

Médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Natal realizaram uma paralisação temporária na manhã desta sexta-feira (16.mai.2025), como forma de protesto pelo atraso no pagamento de salários e pela precariedade nas condições de trabalho. Os profissionais são vinculados à Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed), responsável por parte dos serviços prestados na rede municipal de urgência e emergência.

Na UPA de Cidade da Esperança, médicos se concentraram na entrada da unidade e suspenderam os atendimentos, o que gerou reclamações de pacientes que aguardavam há mais de duas horas por atendimento. Segundo os profissionais, a paralisação teve caráter de advertência e os atendimentos foram retomados no início da tarde.

Os médicos alegam que ainda não receberam o pagamento referente ao mês de dezembro de 2024, acumulando, portanto, um atraso de cinco meses. Além disso, afirmam que as condições estruturais das unidades estão comprometidas, afetando a qualidade do atendimento à população e a segurança dos profissionais de saúde.

Secretaria de Saúde de Natal se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que a paralisação não comprometeu os atendimentos de urgência e emergência e que os serviços já foram normalizados. A pasta também detalhou a situação dos pagamentos em atraso.

De acordo com a secretaria, ao longo de 2025 já foram quitados os valores correspondentes aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2024. O pagamento do mês de janeiro de 2025, segundo a nota, será liberado na próxima semana. Com isso, serão totalizadas cinco faturas mensais pagas à cooperativa responsável pelos serviços médicos nas UPAs.

A SMS declarou ainda que segue empenhada em manter a regularidade dos pagamentos aos prestadores de serviço, com o objetivo de garantir previsibilidade financeira para as empresas contratadas e melhor gestão dos colaboradores.

Condições das unidades também são alvo de críticas

Além da cobrança por salários atrasados, os médicos reclamam das condições estruturais nas UPAs. De acordo com os relatos da categoria, há deficiências na manutenção de equipamentos, falta de insumos e problemas estruturais nos prédios que abrigam as unidades.

A Secretaria de Saúde informou que o Departamento de Infraestrutura Física e Logística (DIFT) realiza visitas periódicas às unidades para avaliação e realização de reparos. Os prédios das UPAs foram incluídos no cronograma de reformas do município, mas não foi informado um prazo para o início das intervenções.

A paralisação desta sexta foi interpretada pelos médicos como uma medida de alerta à administração municipal. A categoria não descarta a possibilidade de novas mobilizações caso os pagamentos não sejam regularizados e as melhorias estruturais não avancem.

As UPAs são equipamentos essenciais para o atendimento de urgências de baixa e média complexidade, funcionando 24 horas por dia. Em Natal, elas integram a rede de atenção à saúde municipal e recebem grande volume de pacientes diariamente. Diante disso, paralisações como a desta sexta impactam diretamente a população que depende do serviço público de saúde.

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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