Eduardo Medeiros é a terceira pessoa a morrer na unidade em pouco mais de um mês; causas do crime ainda são investigadas
Mais um homicídio foi registrado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada em Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal, neste domingo (18.mai.2025). A vítima foi identificada como Eduardo Medeiros, detento custodiado na unidade prisional.
A informação foi divulgada pelo jornalista Gustavo Negreiros em seu blog. Segundo as primeiras apurações, ainda não há confirmação sobre os responsáveis pelo crime, tampouco detalhes sobre a forma como o homicídio ocorreu dentro das instalações do presídio.

Com essa nova ocorrência, sobe para três o número de mortes registradas em Alcaçuz em pouco mais de um mês. No dia 1º de maio, o detento Sérgio Oliveira Andrade Júnior foi encontrado morto no Pavilhão 4 da unidade. À época, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) já trabalhava com a hipótese de homicídio.
Ainda no mês de abril, outro caso de morte foi registrado dentro da penitenciária, mas a suspeita, naquele episódio, era de suicídio. As autoridades não confirmaram se há conexão entre os três casos, mas os episódios têm reforçado preocupações com a segurança interna da unidade prisional.
A Seap ainda não divulgou nota oficial sobre o homicídio mais recente. Também não há informações sobre a eventual abertura de procedimento administrativo ou sindicância para apuração interna dos fatos, como costuma ocorrer em casos semelhantes.

A Penitenciária de Alcaçuz é a maior do Rio Grande do Norte e já foi palco de conflitos internos, como a rebelião ocorrida em 2017, que resultou na morte de dezenas de presos e expôs a fragilidade estrutural e a superlotação do sistema prisional potiguar.
A nova morte reacende o debate sobre as condições de segurança nas unidades prisionais do estado e o controle do ambiente interno pelos agentes penitenciários. Familiares dos presos e organizações da sociedade civil têm cobrado transparência nas investigações e garantias de que os direitos dos custodiados sejam respeitados, independentemente de suas condenações.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve ser acionada para conduzir as investigações, conforme os trâmites habituais em ocorrências desse tipo. Peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) também devem realizar a perícia no local do crime para auxiliar na elucidação do caso.
Até a última atualização desta matéria, nenhum suspeito havia sido identificado e não havia previsão para a divulgação de mais informações por parte das autoridades competentes.
Foto: Vivian Galvão/Governo do RN/Ilustração/Arquivo
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