Juíza dos EUA suspende decisão do governo Trump que afetava estudantes estrangeiros em Harvard

Juíza dos EUA suspende decisão do governo Trump que afetava estudantes estrangeiros em Harvard

Universidade questiona legalidade da revogação da certificação para matrículas internacionais

Uma decisão judicial dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a medida do governo Trump que revogava a certificação da Universidade de Harvard para matrícula de estudantes estrangeiros. A suspensão foi determinada nesta sexta-feira (23.mai.2025) pela juíza distrital Allison Burroughs.

A decisão judicial é válida por duas semanas e impede que a nova política migratória entre em vigor de imediato. Harvard havia acionado a Justiça Federal de Boston argumentando que a revogação da certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio viola a Constituição dos EUA e leis federais, além de causar impacto imediato a mais de 7 mil estudantes internacionais.

Segundo a universidade, a medida faz parte de uma série de ações do governo federal contra instituições que resistem à influência da Casa Branca em temas acadêmicos e administrativos. A certificação cancelada foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, com efeitos previstos para o ano letivo de 2025-2026.

Impacto para Harvard

Harvard afirma que a retirada da certificação comprometeria sua estrutura acadêmica, já que cerca de 27% dos alunos matriculados atualmente são estrangeiros — o equivalente a aproximadamente 6.800 estudantes. A universidade considera que a medida tem motivação política e é uma forma de retaliação pela recusa da instituição em ceder à interferência federal em sua gestão acadêmica.

A suspensão da medida foi determinada com base na possibilidade de prejuízos irreversíveis antes que o caso possa ser analisado em profundidade. Audiências judiciais já estão marcadas para os dias 27 e 29 de maio.

Pressão política sobre instituições

A tentativa de revogação da certificação de Harvard se insere em um contexto mais amplo de pressões do ex-presidente Donald Trump sobre universidades, escritórios de advocacia, mídia e outras instituições. Em paralelo, há registros de ações para deportar estudantes estrangeiros que participaram de protestos pró-Palestina, mesmo sem condenações judiciais.

Harvard também já havia travado disputas com o governo anterior em relação ao congelamento de cerca de US$ 3 bilhões em subsídios federais. A justificativa do Departamento de Segurança Interna para a medida atual inclui acusações de que a universidade promove antissemitismo e coopera com o Partido Comunista Chinês, alegações negadas por Harvard.

Segundo a universidade, os pedidos por registros audiovisuais de protestos e atividades dos estudantes internacionais nos últimos cinco anos são arbitrários e violam princípios legais.

Foto: Joyce N. Boghosian

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