Governo Fátima ignora melhorias no transporte da Grande Natal

Governo Fátima ignora melhorias no transporte da Grande Natal

Editorial POR DENTRO DO RN

É vergonhoso. Não há outro termo que se aplique com tanta precisão à atual condução da política de mobilidade na Grande Natal. A mais recente denúncia aponta que os permissionários dos transportes alternativos estão, na prática, travando qualquer avanço rumo a melhorias solicitadas pelos prefeitos das cidades que compõem a Região Metropolitana. E, pior, tudo isso com a complacência do próprio órgão que deveria regulamentar o setor: o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN).

O governo Fátima Bezerra mais uma vez demonstra sua completa incapacidade de gerir áreas cruciais da administração pública. E no caso do transporte, a inação beira a omissão. A Região Metropolitana de Natal, com municípios como Extremoz, São Gonçalo, Macaíba e Parnamirim, sofre há anos com um sistema precário. Quem utiliza o transporte sabe bem disso.

Quem tem mandado no transporte da Grande Natal são os permissionários dos alternativos. O DER, em vez de impor a autoridade do Estado, baixa a cabeça e permite que os interesses particulares prevaleçam sobre o bem coletivo. A população, que diariamente depende de ônibus lotados, sem horários regulares e com tarifas elevadas, segue como vítima invisível.

E a situação se torna ainda mais vexatória diante do fato de que os próprios prefeitos da Grande Natal, que recentemente se reuniram para cobrar melhorias do transporte intermunicipal, já começam a sentir o desgaste. Fizeram propaganda, divulgaram releases para a imprensa anunciando avanços que possivelmente não conseguirão entregar — justamente porque dependem da boa vontade de um governo estadual frágil, desorganizado e sem comando.

Fátima Bezerra, que foi eleita com a promessa de modernizar o RN, parece cada vez mais distante da realidade da população. Seu governo acumula desgastes em áreas fundamentais, como saúde, segurança e, igualmente, mobilidade urbana. Agora vemos que o governo nem mesmo consegue proporcionar melhorias de um serviço básico como o transporte público.

Esse é o retrato do caos: um governo que terceiriza suas decisões, que não tem coragem de enfrentar lobbies, que abandona a população à própria sorte nas paradas, nos congestionamentos. Um governo que, diante da pressão, se esconde. Que finge governar, mas assiste tudo passivamente, como se não tivesse responsabilidade direta sobre a crise.

A inércia do DER/RN é simbólica. Mostra que o problema não é apenas técnico, mas político. Falta liderança. Falta comando. Falta coragem de enfrentar os interesses instalados há décadas, que fazem do sistema de transporte um verdadeiro feudo.

É preciso dizer com todas as letras: o transporte público da Grande Natal está refém. Refém de grupos que se opõem a qualquer melhoria. Refém de um governo fraco, que não governa. E, sobretudo, refém de uma estrutura estatal que perdeu a capacidade de se impor.

Os usuários, que diariamente enfrentam ônibus lotados, tarifas caras e rotas ineficientes, não podem mais esperar. A mobilidade é um direito — e não um favor que deve ser negociado com grupos privilegiados. A população exige ação, decisão e, acima de tudo, respeito.

Enquanto isso não vier, a Grande Natal continuará presa ao atraso, e a governadora Fátima Bezerra continuará colecionando promessas não cumpridas, além de uma crescente rejeição popular. A pergunta que fica é: até quando?

Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração

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