Técnico do ABC critica duramente o time por não vencer o Náutico, que teve jogador expulso aos três minutos de jogo
O empate sem gols entre ABC e Náutico pela 8ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, no último sábado (31.mai.2025), no Frasqueirão, deixou o técnico Evaristo Piza revoltado. Mesmo jogando com um homem a mais desde os três minutos do primeiro tempo, o ABC não conseguiu furar o bloqueio do time pernambucano, e o resultado foi duramente criticado pelo treinador.
Na coletiva pós-jogo, Piza foi direto: “Se eu fosse torcedor, estaria cobrando também. Jogamos 100 minutos com um jogador a mais e não vencemos. Isso é vergonhoso, vexatório. Temos que pedir desculpas à torcida.”
O técnico não poupou palavras ao expor a falta de efetividade da equipe e disse que a frustração também tomou conta do vestiário. Segundo ele, houve cobrança imediata após o apito final, incluindo questionamentos incisivos do próprio comandante e de membros da diretoria.
“Cobramos no vestiário. Eu, Agnello [executivo de futebol] e Judery [vice-presidente] fomos incisivos. Perguntei aos jogadores: ‘O que mais precisava? Com um a mais desde o início e não vencemos. O que impediu?’”, revelou.
A partida começou com o Náutico tendo o volante Souza expulso logo aos 3 minutos de jogo, após falta dura em Matheus Martins. Com a vantagem numérica, esperava-se que o ABC impusesse pressão e dominasse as ações ofensivas, mas a equipe teve dificuldades para criar jogadas perigosas. Piza tentou ajustar o time ao longo da partida, promovendo mudanças no esquema e colocando mais atacantes em campo, mas nada funcionou.

“Em nenhum momento recuamos. A estratégia era clara: ir para cima, explorar os espaços, sufocar o adversário. Mas a execução foi desastrosa. As tomadas de decisão em campo não aconteceram como planejamos”, lamentou.
Durante o jogo, o volante Wellington Reis sentiu um desconforto no aquecimento e foi substituído por Wendel. Mesmo com a manutenção do esquema com três zagueiros, o ABC não conseguiu aproveitar a superioridade numérica. Com o ataque ineficaz, Piza lançou mão de Wallyson e outros nomes ofensivos, como Orlando Júnior e Jonatha Carlos, mas o placar permaneceu inalterado.
“Jogamos em casa, com um a mais, e saímos com vaias. Com razão. O torcedor tem o direito de protestar. O que mostramos hoje não representa o que treinamos nem o que queremos apresentar.”
Com o empate, o ABC segue sem conseguir engrenar na Série C e desperdiça mais uma chance de somar três pontos como mandante. A pressão cresce sobre a equipe e sobre o próprio Evaristo Piza, que admitiu que precisa de uma resposta imediata do grupo.
O próximo compromisso do clube será no dia 14 de junho, fora de casa, contra a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). O desafio é ainda maior diante da necessidade urgente de recuperação.
“Temos que virar a chave imediatamente. Quem estiver aqui tem que entender o tamanho da responsabilidade de vestir essa camisa. Se não conseguirmos corrigir, teremos que tomar decisões mais drásticas”, concluiu o treinador.
Foto: Rennê Carvalho/ABC FC
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