Conflito entre Irã e Israel impacta comitiva brasileira em Tel Aviv

Conflito entre Irã e Israel impacta comitiva brasileira em Tel Aviv

Secretário de Planejamento de Natal está em campus com outros brasileiros durante ataques; bombardeios deixaram dezenas de mortos nos dois países

O conflito entre Irã e Israel chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (16.jun.2025), após uma série de ataques que intensificaram a tensão na região e deixaram dezenas de mortos. O secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, está entre os brasileiros que permanecem abrigados em um campus universitário próximo a Tel Aviv, onde cumpre agenda oficial relacionada à inovação urbana, segurança cidadã e cidades inteligentes.

De acordo com informações repassadas por Vagner à imprensa do Rio Grande do Norte na noite de domingo (15.jun), muitas pessoas da comitiva brasileira têm optado por dormir diretamente no abrigo, evitando o desconforto de se deslocar no meio da madrugada ao som dos alarmes de ataque. “Algumas pessoas já estão vindo dormir no abrigo direto. Não querem mais ficar acordando na madrugada para vir, nem ficar com a psicose de esperar o alarme a qualquer momento”, afirmou.

A comitiva brasileira é composta por 18 representantes, entre eles prefeitos e gestores públicos. O grupo internacional conta com cerca de outros 15 participantes de diversos países, todos convidados pelo governo israelense para uma série de visitas técnicas e reuniões.

Segundo o secretário, o número de mísseis disparados contra Israel continua elevado. Somente na noite de domingo (15.jun), cerca de 90 projéteis foram interceptados, mas nem todos foram barrados. “Hoje ouvimos as explosões mais fortes (de dentro do abrigo) desde que começou”, relatou Vagner. Ainda segundo ele, alguns moradores e participantes do grupo só se dirigem ao abrigo no último alerta, mesmo diante do risco.

Na mesma noite, a comitiva participou de uma reunião com representantes do Ministério das Relações Exteriores de Israel, onde foi discutida a possibilidade de evacuação terrestre até a fronteira com a Jordânia. A saída estava prevista para ocorrer nesta segunda-feira (16.jun).

Escalada militar entre Irã e Israel deixa dezenas de mortos e ameaça estabilidade regional

A ofensiva entre Irã e Israel provocou a morte de dezenas de pessoas entre a noite de sábado (14.jun) e o domingo (15.jun), com ataques aéreos intensificados e alertas sonoros em várias cidades israelenses, incluindo Tel Aviv. A ação elevou o total de mortos para pelo menos 13 pessoas em Israel, incluindo crianças, após mísseis iranianos destruírem prédios residenciais.

Equipes de resgate israelenses trabalharam entre os escombros com cães farejadores e escavadeiras, enquanto as sirenes voltaram a soar em plena luz do dia pela primeira vez desde o início dos ataques. No Irã, as forças israelenses lançaram mísseis sobre depósitos de combustível e instalações estratégicas, resultando em incêndios de grande proporção e dezenas de mortes.

O governo iraniano informou que 78 pessoas morreram na sexta-feira (13.jun), e mais 60 no sábado (14.jun), metade delas crianças, em um ataque a um edifício residencial de 14 andares em Teerã. O país não divulgou o total atualizado de vítimas.

A ação israelense foi nomeada “Operação Leão em Ascensão” e, segundo autoridades locais, teve como objetivo eliminar integrantes do alto escalão militar iraniano e comprometer instalações nucleares. O Irã prometeu retaliação e alertou que suas respostas serão mais severas caso os ataques continuem. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “o Irã pagará um preço alto pelo assassinato de civis, mulheres e crianças”.

O Exército de Israel alertou a população iraniana a evacuar áreas próximas a instalações militares. Segundo fontes militares israelenses, foram disparados cerca de 270 mísseis balísticos pelo Irã, dos quais 22 conseguiram ultrapassar o sistema de defesa antimísseis.

Em meio à escalada militar, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou envolvimento americano nos ataques e alertou Teerã para não mirar alvos dos EUA. “Se formos atacados de qualquer forma, maneira ou tipo pelo Irã, toda a força e poder das Forças Armadas dos EUA cairão sobre vocês a níveis nunca antes vistos”, declarou.

As negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, que estavam previstas para domingo (15.jun), foram canceladas. O governo iraniano afirmou que não negociaria enquanto estivesse sob bombardeio.

Foto: Engin Akyurt / RS/Fotos Públicas / jorono por Pixabay / Rodolfo Quevenco por Pixabay / Mario por Pixabay

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