Sismo de magnitude 1.3 mR foi detectado pelo LabSis/UFRN sem relatos de percepção pela população
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou um tremor de terra no município de João Câmara, localizado no Agreste Potiguar, na manhã de domingo (29.jun.2025). O evento ocorreu às 11h13 e teve magnitude preliminar de 1.3 mR.
De acordo com o LabSis/UFRN, não houve relatos de moradores da região que tenham percebido o tremor. Segundo o laboratório, atividades sísmicas com magnitude inferior a 3.5 mR geralmente não são sentidas pela população, sendo apenas registradas pelos equipamentos de monitoramento.

O último evento divulgado pelo LabSis/UFRN antes desse ocorreu em 4 de junho deste ano, quando um sismo de magnitude estimada em 2.1 mR foi registrado no município de Carnaubais, no Rio Grande do Norte. Na ocasião, o tremor aconteceu às 20h39.
João Câmara é um dos municípios potiguares com histórico de maior repercussão em atividades sísmicas no estado. Em 1986, uma série de eventos sísmicos danificou imóveis e foi sentida inclusive em Natal. O primeiro tremor registrado naquele ano ocorreu em 21 de agosto e alcançou magnitude de 4.3 na Escala Richter.
No mês de setembro de 1986, o município registrou outros dois eventos sísmicos com magnitudes de 4.3 e 4.4. O principal terremoto ocorreu no dia 30 de novembro de 1986, atingindo magnitude de 5.1, seguido por milhares de réplicas, conforme os registros históricos do LabSis/UFRN.

O Laboratório Sismológico da UFRN mantém o monitoramento contínuo da atividade sísmica no estado do Rio Grande do Norte e em toda a região Nordeste do país. Todas as atividades detectadas pelas estações sismográficas são analisadas e divulgadas pela equipe técnica.
De acordo com os especialistas do LabSis, os equipamentos instalados em diferentes pontos do estado permitem o registro mesmo de eventos de baixa magnitude, contribuindo para o acompanhamento científico do comportamento geológico da região.
Em João Câmara, o monitoramento permanece em atenção devido ao histórico sísmico da cidade, que ganhou notoriedade nacional em 1986 por causa da sequência de tremores. O LabSis reforça a importância de manter o acompanhamento constante para entender os padrões de atividade sísmica no estado.
O laboratório orienta que quaisquer percepções de tremores pela população sejam comunicadas para análise, mesmo em casos de baixa magnitude, para auxiliar no mapeamento detalhado das ocorrências.
A equipe técnica destaca que o trabalho de registro e divulgação desses eventos ajuda a formar um banco de dados essencial para estudos de engenharia, planejamento urbano e proteção civil. O monitoramento no Rio Grande do Norte faz parte de um esforço mais amplo para analisar e divulgar a atividade sísmica em todo o Nordeste brasileiro.
Foto: USP Imagens/Ilustração
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







