Polícia Civil cumpre mandados em João Câmara e Natal para desmantelar esquema de comercialização de veículos com sinais identificadores fraudados
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (10.jul.2025), a Operação Cabrito para desarticular um grupo suspeito de comercializar motocicletas adulteradas, produtos de roubo e furto. A ação foi realizada por equipes da 85ª Delegacia de Polícia de João Câmara (85ª DP), com apoio da 91ª Delegacia de Polícia de Poço Branco (91ª DP), do 14º Batalhão da Polícia Militar, da Guarda Municipal e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
As investigações começaram há cerca de um ano, motivadas por dezenas de boletins de ocorrência registrados por vítimas que compraram motocicletas nas lojas dos investigados e, depois, tiveram os veículos apreendidos em fiscalizações de trânsito. As apreensões ocorreram por suspeita de adulteração dos sinais identificadores ou por se tratar de veículos de origem ilícita.


Segundo a Polícia Civil, a maior parte das transações suspeitas ocorreu em João Câmara, causando prejuízos financeiros para compradores que acreditavam estar adquirindo veículos em situação regular.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de João Câmara e Natal. Entre os presos estão pai e filho, empresários do ramo de veículos, apontados como principais articuladores do esquema. Um dos presos atua no comércio de veículos há mais de 20 anos.

As investigações indicam que os suspeitos possuíam lojas em João Câmara e estavam em processo de expansão. Eles comercializavam veículos por preços abaixo do valor de mercado, sem respeitar os protocolos legais de aquisição e revenda.
Na ação, foram apreendidos 18 veículos — incluindo motocicletas e automóveis — muitos deles com sinais de adulteração. Além dos veículos, os policiais recolheram celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para aprofundar a investigação.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos atuavam de forma contínua, realizando diversas negociações e causando prejuízos patrimoniais. As vítimas também ficavam sujeitas a implicações penais e administrativas ao serem flagradas com veículos irregulares.

O nome da operação faz referência ao termo popular “cabrito”, usado para designar veículos com sinais identificadores adulterados, uma prática para ocultar a origem criminosa — geralmente proveniente de roubo ou furto — e reinserir os bens de forma fraudulenta no mercado.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e garantir a responsabilização completa dos autores.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte orienta a população a colaborar com informações por meio do Disque Denúncia 181. O serviço garante sigilo ao denunciante.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
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