Procedimentos estão paralisados em Parnamirim por atraso no pagamento a fornecedores
O Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, localizado em Parnamirim, na Grande Natal, está com as cirurgias eletivas suspensas por falta de materiais. A paralisação dos procedimentos é resultado de atrasos no pagamento a fornecedores, segundo confirmou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
A unidade hospitalar é referência no atendimento traumatológico e realiza procedimentos ortopédicos para pacientes de diversos municípios potiguares. Com a interrupção das cirurgias eletivas, pacientes permanecem internados aguardando pela realização dos procedimentos, sem previsão para retomada.

O problema atinge casos que não são considerados de urgência. Pacientes internados aguardam há dias ou semanas para realizar cirurgias ortopédicas, como fraturas em membros superiores e inferiores ou substituições de próteses. A paralisação causa lotação nos leitos, já que os pacientes não têm alta antes da realização das cirurgias.
De acordo com a Sesap, as cirurgias de urgência continuam sendo realizadas normalmente no hospital, enquanto os procedimentos eletivos dependem do fornecimento de materiais específicos. O problema está concentrado em um fornecedor que não recebeu pagamento em dia por parte do estado, comprometendo o envio dos insumos necessários.
Os pacientes afetados são provenientes de diferentes cidades do Rio Grande do Norte. Casos relatados incluem pessoas que sofreram acidentes de moto, acidentes de trabalho ou que necessitam de procedimentos para evitar agravamento de infecções em próteses. Em alguns casos, a espera já ultrapassa semanas.
A Sesap informou que o atraso no pagamento aos fornecedores decorre de repasses pendentes da Secretaria da Fazenda do Estado. Não há um prazo definido para regularização do débito e, consequentemente, para o restabelecimento normal dos procedimentos eletivos no Hospital Deoclécio Marques.

A unidade hospitalar segue recebendo novos pacientes em estado grave ou com necessidade de atendimento emergencial, que continuam sendo operados conforme a classificação de urgência. A falta de materiais, no entanto, impede o fluxo regular de alta de pacientes internados para cirurgias agendadas.
A suspensão das cirurgias eletivas afeta o planejamento da rede estadual de saúde, aumentando a pressão sobre outras unidades hospitalares. Embora o problema tenha sido identificado como pontual em relação a um fornecedor específico, não há perspectiva imediata para resolução.
A Sesap afirma que está em negociação para regularizar os pagamentos e garantir o fornecimento dos insumos necessários. Enquanto isso, a orientação é manter o atendimento de urgência e emergência normalmente, priorizando casos que exigem intervenção imediata para preservação da vida e da função motora dos pacientes.
Foto: Carmem Felix/ASSECOM RN/Ilustração
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