Polícia Civil investiga influenciadores de Caicó por divulgação de jogos de azar ilegais

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Operação “Cartada Final” cumpre mandados e bloqueia bens de suspeitos de promover plataformas não autorizadas

A Polícia Civil investiga influenciadores de Caicó por divulgação de jogos de azar ilegais em uma operação realizada nesta quinta-feira (14) no Seridó do Rio Grande do Norte. A ação teve como objetivo desarticular esquemas de promoção e divulgação de plataformas não autorizadas nas redes sociais. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências localizadas em diferentes bairros do município.

As investigações apontam que um dos suspeitos movimentou mais de R$ 7 milhões ao longo de dois anos. Segundo a Polícia Civil, essa movimentação financeira pode caracterizar crimes contra o sistema financeiro nacional, além da infração ligada à divulgação de plataformas não autorizadas.

A operação, denominada “Cartada Final”, teve início a partir de investigações conduzidas pela 3ª Delegacia Regional de Polícia (DR) de Caicó, 46ª Delegacia de Polícia de Caicó e 3º Núcleo de Investigação Qualificada (NIQ). Também participaram a Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Caicó, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Caicó, a 48ª Delegacia de Polícia de Serra Negra do Norte e a 47ª Delegacia de Polícia de Jardim de Piranhas.

Detalhes da investigação da Polícia

As apurações começaram há cerca de três meses. Durante esse período, os policiais monitoraram de forma sistemática as postagens e conteúdos publicados nos perfis investigados, identificando indícios de promoção contínua de plataformas de jogos de azar sem autorização legal.

Com base nas evidências coletadas, a Justiça determinou medidas cautelares de sequestro e indisponibilidade de bens, além da realização de diligências para obtenção de novas provas. O objetivo é reprimir práticas que violam a legislação vigente e investigar possíveis crimes financeiros.

Bloqueio de bens relacionados a jogos de azar ilegais

No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, equipes da Polícia Civil recolheram dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para as investigações. As medidas cautelares de bloqueio de bens visam evitar a dissipação de valores que possam ser oriundos das atividades ilícitas.

A Polícia Civil reforça que a divulgação e promoção de jogos de azar sem autorização no Brasil é proibida por lei e pode resultar em responsabilização criminal e administrativa. O caso segue em apuração para identificar todos os envolvidos e possíveis conexões com outras práticas ilegais.

Os materiais apreendidos serão periciados, e os investigados podem responder por associação criminosa, contravenção penal de jogos de azar, lavagem de dinheiro e outros delitos que vierem a ser constatados ao longo do inquérito. Novas diligências não estão descartadas.

A Polícia Civil orienta a população a não utilizar plataformas de apostas não regulamentadas e a desconfiar de propagandas que prometam ganhos fáceis. Denúncias podem ser encaminhadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181.

Fotos: Assecom/Divulgação

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