Secretaria de Saúde do RN aponta problema no fluxo de informações entre município e Estado
Uma idosa de 69 anos morreu após aguardar por horas a disponibilização de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. O caso ocorreu mesmo com a existência de vagas disponíveis em outras unidades da rede estadual de saúde.
A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alexandre Motta. Segundo ele, houve uma falha de comunicação entre a equipe de regulação do município de Mossoró e a equipe médica da unidade hospitalar responsável pelo atendimento da paciente.
De acordo com o secretário, o problema de comunicação impediu que a idosa fosse devidamente recepcionada e transferida em tempo hábil para uma unidade que dispunha de leito de UTI disponível. A falha comprometeu o fluxo de informações sobre a real situação da rede hospitalar naquele momento.

Ainda segundo Alexandre Motta, o processo de regulação de leitos depende da integração entre os sistemas municipal e estadual, além da troca de informações atualizadas entre as equipes envolvidas. No caso registrado em Mossoró, essa integração não ocorreu de forma adequada, o que resultou na não efetivação da transferência da paciente.
A Sesap informou que irá buscar a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró para revisar os procedimentos adotados no fluxo de regulação de leitos. O objetivo, conforme declarado pelo secretário, é aprimorar os mecanismos de comunicação entre as equipes responsáveis e reduzir falhas no repasse de informações sobre a disponibilidade de vagas na rede pública.
“A gente compreende que nenhuma dor, nenhuma família merece passar por isso. É preciso melhorar os fluxos, tanto do Estado quanto da regulação de Mossoró, para que essas informações não prejudiquem o atendimento”, afirmou Alexandre Motta.

O secretário destacou que a intenção da pasta é alinhar protocolos e rotinas operacionais entre o Estado e o município, a fim de garantir que situações semelhantes não se repitam. Segundo ele, o aperfeiçoamento do sistema de comunicação é fundamental para assegurar que pacientes em estado grave tenham acesso rápido aos serviços de alta complexidade.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública não informou em quais unidades os leitos de UTI estavam disponíveis no momento do atendimento da idosa. Também não foram detalhadas informações sobre o tempo total de espera da paciente na UPA antes do óbito.
Até o momento, não houve divulgação de dados adicionais sobre o quadro clínico da paciente, nem sobre os procedimentos médicos realizados durante o período em que ela permaneceu na unidade de pronto atendimento. A Sesap limitou-se a confirmar a existência de vagas na rede estadual e a ocorrência de falha no fluxo de informações entre as equipes envolvidas no processo de regulação.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração / Carlos Costa/Governo do RN/Ilustração
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