EUA bombardeiam a Venezuela, atingem Caracas e capturam Nicolás Maduro em operação militar

EUA bombardeiam a Venezuela, atingem Caracas e capturam Nicolás Maduro em operação militar

O governo venezuelano informou que os ataques atingiram, além de Caracas, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado (3), uma operação militar de grande escala contra a Venezuela, com bombardeios em Caracas e em outros estados do país. Segundo declaração do presidente norte-americano Donald Trump, divulgada na rede social Truth Social, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a ação e retirados do país por via aérea.

De acordo com Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos. O presidente afirmou ainda que mais detalhes sobre a ofensiva serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

Durante a madrugada, vídeos divulgados nas redes sociais mostraram helicópteros sobrevoando a capital venezuelana enquanto múltiplas explosões eram registradas em diferentes pontos da cidade. Relatos não confirmados indicam que aeronaves do tipo CH-47G Chinook, utilizadas em operações especiais, teriam sido empregadas na ação.

Testemunhas ouvidas pela agência Reuters relataram explosões, atividade aérea intensa e colunas de fumaça visíveis a partir das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores também informaram queda de energia em áreas ao sul de Caracas, nas proximidades de instalações militares.

O governo venezuelano informou que os ataques atingiram, além de Caracas, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Diante da ofensiva, foi decretado estado de emergência nacional e determinada a mobilização das forças de defesa.

O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa e do comando do Exército da Venezuela, foi visto em chamas após explosões registradas na capital. Até o momento, não há dados oficiais sobre o número de mortos ou feridos.

Antes do início dos bombardeios, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu voos comerciais norte-americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano e também a região próxima à ilha de Curaçao, citando riscos associados à atividade militar em andamento. O aviso foi emitido pouco depois da 1h no horário da Costa Leste dos EUA.

O bombardeio teve duração aproximada de 30 minutos. Em diversos bairros de Caracas, moradores deixaram suas casas após ouvirem as explosões, algumas visíveis à distância em diferentes áreas da cidade.

Ofensiva ocorre após movimentação militar dos EUA no Caribe

Desde agosto, os Estados Unidos mantêm uma flotilha militar posicionada no Caribe. Nesse período, quase 30 embarcações foram bombardeadas, segundo informações divulgadas por Caracas, com registro de mais de cem mortes. O governo venezuelano afirma que essas manobras teriam como objetivo derrubar o regime do país.

Na última terça-feira (30), Washington confirmou ataques contra três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou que os alvos navegavam em comboio. A área de atuação do comando inclui o Caribe e se estende até o sul da Argentina.

Em novembro, Donald Trump havia declarado que autorizaria ataques terrestres na Venezuela e permitido operações da Agência Central de Inteligência (CIA) no país sul-americano.

Vice-presidente exige provas de vida de Maduro

Após os ataques, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu provas de vida de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Segundo ela, o paradeiro do casal era desconhecido horas após a ofensiva militar.

Rodríguez denunciou os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, afirmando que civis foram atingidos. A vice-presidente declarou que a defesa nacional foi acionada conforme instruções anteriores do presidente.

Segundo o comunicado, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, milícias e órgãos de segurança passaram a atuar de forma integrada para responder à situação.

Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e a Coalizão Resposta também se manifestaram, classificando a operação como violação da Carta das Nações Unidas e pedindo mobilização internacional.

Reações internacionais ao ataque

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e classificou a ação como um ato de agressão armada. Em comunicado, o governo russo afirmou ser necessário evitar uma escalada e buscar uma saída por meio do diálogo.

Na América Latina, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que acompanha com preocupação os relatos de explosões e movimentação aérea incomum no país vizinho. Petro defendeu uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também se pronunciou, pedindo uma reação urgente da comunidade internacional. Já o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, repudiou o ataque, afirmando que a ação viola a soberania venezuelana.

Foto: RS/via Fotos Publicas / Kremlin/via Fotos Publicas

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