Definições políticas, articulações partidárias e reorganização de alianças redesenham a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026
O cenário político do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 começa a se consolidar com a definição dos principais nomes que devem disputar o Governo do Estado. Três pré-candidaturas concentram as atenções até o momento, representando campos políticos distintos e refletindo movimentos recentes de reorganização partidária tanto na base governista quanto na oposição.
Entre os nomes colocados na disputa está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). À frente do segundo maior colégio eleitoral do estado, Allyson tem presença recorrente em levantamentos eleitorais divulgados nos últimos meses e vem sendo apontado como pré-candidato com base em articulações que envolvem partidos do centro e da centro-direita. Sua eventual candidatura conta com apoio de legendas que integram a Federação União Progressista, além de interlocução com o PSD e setores do MDB no plano estadual.

No campo governista, o nome apresentado como alternativa para a sucessão estadual é o do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu Xavier (PT). Integrante da equipe da governadora Fátima Bezerra, Cadu surge como o nome defendido pela base administrativa atual, com atuação vinculada à agenda fiscal e à continuidade da gestão estadual. Nos últimos meses, o secretário ampliou agendas políticas no interior do estado, em movimentos associados à consolidação de sua pré-candidatura.

Pelo campo da oposição e da direita, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) foi definido como o nome que irá disputar o Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A decisão ocorreu após reuniões entre Álvaro, o senador Rogério Marinho (PL) e o senador Styvenson Valentim (PSDB), que resultaram na construção de um entendimento em torno de uma candidatura única do grupo.

A definição foi confirmada em coletiva de imprensa realizada na sede do Partido Liberal (PL), em Natal, com a presença de lideranças estaduais e nacionais. O encontro também consolidou outras decisões estratégicas do grupo para o próximo pleito. Entre elas, a confirmação de que Rogério Marinho não disputará o governo estadual e assumirá papel na coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Já Styvenson Valentim foi mantido como candidato à reeleição ao Senado Federal.
Além disso, o grupo confirmou nomes que devem disputar outros cargos nas eleições de 2026, incluindo candidaturas proporcionais vinculadas ao PL. As definições reforçam a estratégia de concentrar esforços na candidatura ao governo estadual, ao mesmo tempo em que organiza o palanque político para a disputa nacional.
A reorganização do campo da direita no Rio Grande do Norte ocorre em paralelo a mudanças no posicionamento de outras lideranças estaduais. O vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá o Executivo estadual em caso de eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra, que é pré-candidata ao Senado. Walter também confirmou que será candidato a deputado estadual em 2026.
No plano nacional, Walter Alves reafirmou alinhamento com a reeleição do presidente Lula (PT), em sintonia com a direção nacional do MDB. No entanto, no cenário estadual, indicou que o MDB deverá caminhar junto a partidos que defendem a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo, reforçando o redesenho das alianças políticas no Rio Grande do Norte.

A definição de Álvaro Dias como candidato da direita ocorre após um período em que Rogério Marinho era citado como possível nome para encabeçar a chapa estadual. A mudança de estratégia foi influenciada pela sua atuação em nível nacional, especialmente na coordenação da campanha presidencial, o que levou o grupo a reorganizar sua estrutura no estado.
Com isso, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 passa a ser desenhada, até o momento, com três nomes centrais: Allyson Bezerra, pelo campo do centro e centro-direita; Cadu Xavier, representando a base governista; e Álvaro Dias, como candidato do bloco conservador. As movimentações seguem acompanhadas por articulações partidárias e pela antecipação das definições eleitorais em um cenário que permanece em construção.
Foto: Joana Lima/Governo do RN / Allan Phablo/SECOM/PMM / Verônica Macêdo/Câmara de Natal / Sandro Menezes/Governo do RN / Wilson Moreno/Secom/PMM
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