CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

Sífilis, gonorreia, herpes, hepatites virais e HIV são as mais comuns

CARNAVAL: Época pode aumentar risco de ISTs, aponta infectologista da UnP

Com a chegada do Carnaval, especialistas alertam que a saúde não deve ficar em segundo plano. O período, marcado por grandes aglomerações, viagens e intensificação da vida social, pode aumentar o risco de exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia, herpes, hepatites virais e HIV.

Igor Queiroz, médico infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, Ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, reforça que informação, prevenção e acesso rápido aos serviços de saúde são fundamentais para reduzir a transmissão nesse período.

Segundo o especialista, um dos principais desafios no controle das ISTs é o fato de muitas delas não apresentarem sintomas, especialmente nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão sem que a pessoa perceba. “A melhor forma de identificar essas infecções é por meio de exames sorológicos, seja com testes rápidos, disponíveis nas unidades básicas de saúde, ou com exames de sangue realizados em laboratório”, explica.

O infectologista também chama atenção para fatores comportamentais comuns durante a folia. O consumo excessivo de álcool e outras substâncias pode reduzir a percepção de risco e favorecer decisões impulsivas, como relações sexuais sem proteção, aumentando a vulnerabilidade às infecções.

Na prevenção, o uso do preservativo em todas as relações sexuais continua sendo a principal medida de proteção. As camisinhas são distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades básicas e, em muitos municípios, durante ações educativas no período carnavalesco. “São medidas simples, mas que reduzem significativamente o risco de infecção”, reforça.

Outras estratégias preventivas

Além disso, a vacinação é uma importante aliada, especialmente contra a hepatite B e o HPV. Manter o esquema vacinal atualizado, associado à realização periódica de testes, faz parte das estratégias de prevenção combinada recomendadas pelos serviços de saúde.

Para quem passou por uma situação de risco, como rompimento do preservativo ou relação sexual desprotegida, o especialista destaca a profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP). “O atendimento deve ser procurado o quanto antes. Após avaliação, o médico prescreve antirretrovirais por 28 dias, o que reduz de forma significativa a chance de infecção”, explica. A PEP está disponível gratuitamente na rede pública de saúde, especialmente em hospitais de referência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Serviços de Atendimento Especializado (SAE).

Outra estratégia de prevenção é a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao vírus. O médico também orienta que quem teve alguma situação de risco durante o Carnaval procure testagem nas semanas seguintes e fique atento a sinais como feridas, corrimentos ou dor ao urinar, buscando avaliação médica sempre que necessário.

O infectologista reforça que é possível aproveitar o Carnaval com responsabilidade e cuidado com a própria saúde e a do outro. “Use preservativo, mantenha a vacinação em dia, faça testagem regularmente e, diante de qualquer situação de risco, procure atendimento de saúde o quanto antes. Informação e prevenção são as melhores formas de cuidado”, conclui o docente da UnP/Inspirali.

Foto: Divulgação

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