Especialista da UnP orienta tutores sobre riscos, prevenção e bem-estar de cães e gatos no período.
CARNAVAL: Médica-veterinária alerta para cuidados com pets durante a folia
O Carnaval é um período de festa, música e grande movimentação, mas, para cães e gatos, essa época pode representar riscos à saúde e ao bem-estar animal. Barulho intenso, calor excessivo, aglomerações e estímulos exagerados podem causar aos bichinhos reações como medo, estresse, ansiedade e até situações de emergência veterinária.
Jeanyara Marinho, médica-veterinária e tutora de práticas veterinárias do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, alerta que, na maioria dos casos, a opção mais segura é deixar o pet em casa. “Sons altos podem provocar pânico e danos à audição; o calor aumenta o risco de hipertermia e desidratação; e a grande circulação de pessoas favorece acidentes como pisoteamentos, cortes e fraturas”, explica.
Ela também chama a atenção para riscos menos óbvios, como o contato com tintas, sprays, bebidas alcoólicas e alimentos tóxicos. “Esses fatores podem causar alergias, intoxicações e problemas gastrointestinais”, completa.
Levar ou não levar o pet para o bloquinho?
Segundo a especialista, apenas animais adultos, saudáveis, sociáveis e acostumados a ambientes externos devem ser considerados para esse tipo de exposição e, ainda assim, com cuidados rigorosos.
“É fundamental utilizar coleira peitoral confortável, guia curta e identificação; oferecer água fresca com frequência; evitar os horários mais quentes do dia; fazer pausas regulares; e retirar o pet imediatamente ao primeiro sinal de estresse ou desconforto”, orienta. Fantasias quentes, apertadas ou com tintas devem ser evitadas, assim como locais muito cheios ou próximos a caixas de som.
Cuidado com as fantasias
Embora sejam comuns no período, fantasias de Carnaval podem trazer riscos à saúde dos pets. Roupas quentes, apertadas ou confeccionadas com materiais inadequados podem causar superaquecimento, alergias, irritações na pele e até dificultar a respiração ou a movimentação.
“O ideal é priorizar sempre o conforto e a segurança do animal. Fantasias só devem ser usadas se forem leves, respiráveis e não limitarem os movimentos. Ao menor sinal de estresse, incômodo ou agitação, a recomendação é retirar imediatamente”, orienta Jeanyara. Adereços pequenos ou soltos também devem ser evitados, pois aumentam o risco de ingestão acidental.
Para muitos animais, o ambiente domiciliar continua sendo a opção mais segura durante o Carnaval. “O ideal é garantir um local tranquilo, com som ambiente baixo, água fresca, brinquedos e enriquecimento ambiental”, recomenda a especialista. Quando necessário, a contratação de um pet sitter ou de uma hospedagem de confiança também pode ser uma alternativa segura.
Fique atento aos sinais de alerta
A veterinária reforça que alguns sintomas indicam a necessidade de atendimento imediato. “Respiração ofegante excessiva, salivação intensa, tremores, apatia, vômitos, diarreia ou desorientação são sinais de alerta. Na presença de qualquer um deles, procure atendimento veterinário imediatamente”, orienta.
Para Jeanyara, o cuidado com os animais também faz parte de um Carnaval responsável. “Amar seu pet é respeitar seus limites e priorizar a saúde e o bem-estar, mesmo em momentos de festa”, conclui.
Foto: Divulgação
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