RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

RN é o 2º estado do Brasil com mais adultos obesos, aponta Ministério da Saúde

Taxa de obesidade no RN supera média nacional em 11 pontos percentuais; Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no ranking nacional de obesidade entre adultos, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde. O levantamento, realizado com base em atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, aponta que 42% dos potiguares adultos atendidos apresentam algum grau de obesidade.

Os dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de obesidade entre adultos no Rio Grande do Norte é significativamente superior à média brasileira. Enquanto no país 31% da população adulta atendida pelo SUS tem obesidade, no estado potiguar o percentual chega a 42%.

O Rio Grande do Norte fica atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking de estados com maior incidência de obesidade entre adultos. O levantamento também revela que quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, condição que antecede a obesidade e já representa um fator de risco para outras doenças.

Doenças associadas à obesidade e impacto na saúde pública

Especialistas apontam que a obesidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento de outras condições crônicas de saúde. Entre as principais doenças associadas ao excesso de peso estão diabetes tipo 2, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e apneia do sono.

Publicações científicas na área da saúde catalogam mais de 200 condições clínicas associadas à obesidade. A presença de múltiplas comorbidades em pacientes com obesidade aumenta a complexidade do tratamento e a demanda por serviços de saúde, impactando diretamente o sistema público.

Tratamento da obesidade no SUS e limitações na oferta de medicamentos

Embora o Ministério da Saúde classifique a obesidade como doença crônica, especialistas apontam uma lacuna na oferta de tratamentos medicamentosos pelo SUS. Atualmente, não há medicamentos específicos para o tratamento da obesidade disponibilizados pela rede pública, apesar de a condição ser reconhecida como doença crônica que, em tese, daria direito a esse tipo de intervenção.

A ausência de medicamentos no SUS para o tratamento da obesidade contrasta com a política de fornecimento de fármacos para outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Especialistas consideram que a falta de acesso a medicamentos para obesidade limita as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que necessitam desse tipo de intervenção.

Mudança de hábitos como estratégia de controle de peso

Diante das limitações no acesso a tratamentos medicamentosos, a mudança de hábitos tem sido a principal estratégia adotada por pacientes para controle de peso e redução de riscos à saúde. O acompanhamento médico aliado à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas tem apresentado resultados positivos.

Pacientes que buscaram orientação médica e modificaram seus hábitos alimentares e comportamentais conseguiram reduções significativas de peso. Casos registrados mostram perdas de 16 quilos a 40 quilos a partir da adoção de novos padrões alimentares e da incorporação de exercícios físicos à rotina.

O controle de doenças associadas à obesidade, como diabetes, também é beneficiado pela mudança de hábitos. Pacientes que reduziram o peso relatam melhora nos índices glicêmicos e menor necessidade de intervenções medicamentosas para controle de condições associadas.

Acompanhamento médico e construção de novos hábitos

Especialistas destacam que a construção de novos padrões alimentares e comportamentais é fundamental para a obtenção de resultados duradouros no combate à obesidade. O acompanhamento profissional permite que as mudanças sejam implementadas de forma gradual e sustentável, aumentando as chances de manutenção do peso saudável a longo prazo.

A abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e profissionais de educação física, é apontada como a mais eficaz para o tratamento da obesidade. A combinação de orientação médica, reeducação alimentar e atividade física regular contribui não apenas para a redução de peso, mas também para a prevenção de doenças associadas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Fotos: Alexander Grey/Pexels / Joel Rodrigues / Agência Brasília / Toninho Tavares/Agência Brasília

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