Ação visa desarticular organização criminosa interestadual envolvida no comércio ilegal de armas, munições e acessórios; mandados são cumpridos no RN, PE e RS
A Polícia Federal no Rio Grande do Norte apresentou, nesta quinta-feira (6), o balanço da segunda fase da Operação Bate Lata, deflagrada na última terça-feira (4) para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no comércio ilegal de armas de fogo, acessórios e munições.
Nesta etapa, a Justiça expediu 21 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva, além de duas medidas de monitoramento eletrônico. As ordens judiciais foram cumpridas nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores vinculados aos investigados.

Até o momento, 15 mandados de prisão foram cumpridos. Durante as diligências, as equipes apreenderam três pistolas, um revólver, munições de diversos calibres e aproximadamente 1,9 kg de substância entorpecente. Três pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento dos mandados.
Foragido da lista do SUSP é preso
Entre os presos na operação, um dos indivíduos constava na Lista de Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do Ministério da Justiça. A lista reúne alvos considerados prioritários para as forças de segurança de todo o país.
As investigações indicam que o grupo criminoso possui ramificações em diferentes estados e atua na aquisição, intermediação e distribuição ilegal de armamentos. A organização abastecia criminosos em diversas regiões, alimentando a violência local e interestadual.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Bate Lata foi deflagrada em julho de 2025, quando a PF cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Na ocasião, houve prisões em flagrante e a apreensão de armas de fogo, munições, acessórios e veículos.

Como desdobramento das investigações iniciais, as forças de segurança também localizaram e apreenderam fuzis, pistolas, carregadores e grande quantidade de munições que estavam em posse da organização criminosa.
Atuação integrada
A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN), composta por integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Rio Grande do Norte.
A FICCO atua de forma permanente e integrada no enfrentamento ao crime organizado. Para o cumprimento dos mandados desta segunda fase, as equipes também contaram com o apoio de forças de segurança dos demais estados onde as ordens judiciais foram cumpridas.
Fotos: Divulgação/PF
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