Uma menina de 6 anos foi baleada acidentalmente no rosto após um disparo de espingarda efetuado pelo próprio irmão, de 8 anos, no município de Afonso Bezerra, na região Oeste do Rio Grande do Norte. O caso aconteceu no fim da manhã do último sábado (7).
De acordo com a Polícia Civil, as duas crianças entraram escondidas na casa de um tio e encontraram uma espingarda no local. Durante uma brincadeira, o menino acabou acionando a arma e atingiu a irmã.
Estilhaços do disparo atingiram a lateral do ouvido esquerdo da menina, e parte do projétil ficou alojada na cabeça da vítima. Não há informações sobre o tipo de arma utilizada nem sobre as circunstâncias exatas do manuseio.
Criança segue internada em Natal
Após o tiro, a menina foi socorrida inicialmente por familiares e encaminhada a uma unidade de saúde da região. Em seguida, ela foi transferida para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, referência no atendimento de urgência e emergência no estado.
A criança permanece internada no terceiro andar da unidade hospitalar. Até a conclusão desta edição, não haviam sido divulgados boletins médicos atualizados sobre o estado de saúde da paciente nem sobre a necessidade de procedimentos cirúrgicos para a retirada do projétil.
A direção do hospital não informou se a menina corre risco de morte ou qual a previsão de alta. A família também não se manifestou publicamente sobre o caso.
Polícia investiga origem da arma
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do acidente. Um dos focos da investigação é identificar a origem da espingarda e como ela estava armazenada na residência do tio das crianças.
Até o momento, não há informações sobre a posse ou registro da arma de fogo. Também não foi divulgado se o proprietário do imóvel ou responsável pela arma prestou depoimento ou responderá por algum crime, como posse irregular de arma de fogo ou negligência.
O caso reacende o debate sobre a guarda responsável de armas de fogo em residências, especialmente em locais com presença de crianças e adolescentes. Estatísticas de segurança apontam que acidentes domésticos envolvendo armas são uma das principais causas de morte violenta de crianças no país.
A Polícia Civil deve ouvir nos próximos dias os familiares envolvidos, incluindo os pais das crianças e o tio, dono da casa onde ocorreu o disparo. O inquérito segue sob sigilo.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração







