Corpo é queimado dentro de túmulo em cemitério de Areia Branca; polícia investiga

Corpo é queimado dentro de túmulo em cemitério de Areia Branca; polícia investiga

Apesar da ação criminosa, o cadáver não foi retirado da sepultura

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu investigação para apurar um crime incomum na madrugada desta terça-feira (10) no cemitério da Comunidade da Casqueira, na zona rural de Areia Branca, na Costa Branca do estado. Criminosos abriram o túmulo de um jovem de 21 anos, morto no último domingo (8), e atearam fogo no corpo dele. O caso é tratado como vilipêndio de cadáver.

De acordo com informações da Polícia Científica, os suspeitos abriram a cova onde estava enterrado José Maciel da Silva Dantas, retiraram a tampa do caixão e colocaram um pano sobre o corpo para, em seguida, atear fogo. Apesar da ação criminosa, o cadáver não foi retirado da sepultura. A perícia técnica esteve no local e identificou apenas sinais leves de chamuscamento no corpo.

A violação do túmulo foi percebida por funcionários ou frequentadores do cemitério nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (10). A Polícia Científica informou que este é o primeiro registro de um caso do tipo no Rio Grande do Norte, o que aumenta a complexidade das investigações.

Vítima morreu em confronto com a polícia

José Maciel da Silva Dantas, de 21 anos, morreu no domingo (8) após um confronto com a Polícia Militar. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O corpo foi liberado e o sepultamento ocorreu na segunda-feira (9), um dia antes da profanação.

A polícia não informou as circunstâncias do confronto que resultou na morte do jovem, nem se ele tinha passagens ou envolvimento com atividades criminosas.

Investigação do vilipêndio de cadáver

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso, que se enquadra no crime de vilipêndio de cadáver, previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro. O crime ocorre quando há desrespeito, ultraje ou profanação de um corpo ou de suas cinzas. A pena para este delito pode chegar a três anos de detenção, além do pagamento de multa.

Até o momento, a motivação para o ato é desconhecida e não há informações sobre suspeitos ou possíveis autores do crime. A polícia trabalha para colher imagens de câmeras de segurança da região, ouvir testemunhas e coletar outros elementos que possam ajudar a identificar os responsáveis pela violação do túmulo e pela queima do corpo.

Fotos: Reprodução / Arquivo/Polícia Civil/Ilustração

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