Ex-presidente permanece estável, mas apresenta elevação de marcadores inflamatórios; não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, e apresentou piora nas funções renais, além de elevação dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14). Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.
De acordo com o boletim assinado pela equipe médica, o ex-presidente “mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa”. O texto informa ainda que “não há previsão de alta da UTI neste momento”. Apesar da piora em alguns indicadores, os médicos classificam o quadro geral como estável.
Internação ocorreu após mal-estar na unidade prisional
Bolsonaro deu entrada no hospital na manhã de sexta-feira (13), após passar mal na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, unidade conhecida como “Papudinha”, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Segundo registro da Polícia Militar ao qual a TV Globo teve acesso, o ex-presidente estava bem na noite de quinta-feira (11), mas começou a sentir-se mal durante a madrugada, apresentando febre, náuseas e calafrios. A equipe médica da unidade prisional acionou o hospital para a transferência.
Na noite de sexta, o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o ex-presidente, informou que ele estava consciente e não precisou ser entubado. “Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, afirmou o médico.
Histórico de problemas de saúde durante a prisão
Esta não é a primeira vez que Jair Bolsonaro passa mal desde que está detido. Em setembro do ano passado, quando ainda cumpria prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após apresentar quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.

Em janeiro deste ano, enquanto estava na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela. Ainda em janeiro, a pedido da defesa, ele foi transferido para o batalhão da PM em Brasília, unidade que conta com apoio de fisioterapia, médicos 24 horas e barra de apoio na cama.
Defesa pediu prisão domiciliar, mas pedidos foram negados
A defesa de Bolsonaro apresentou uma série de pedidos de prisão domiciliar com base na fragilidade da saúde do ex-presidente. Os requerimentos, no entanto, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro necessite de cuidados especiais, ele tem condições de permanecer na unidade prisional onde está atualmente.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / Marcelo Camargo/Agência Brasil
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