Navio africano à deriva é resgatado pela Marinha e levado ao Porto de Fortaleza após operação no Nordeste
Um navio africano que estava à deriva em alto-mar desde o início de fevereiro foi resgatado após operação coordenada pela Marinha do Brasil e levado ao Porto de Fortaleza, no Ceará. A embarcação atracou na sexta-feira (27), e a informação foi divulgada nesta segunda-feira (30).
O navio-tanque NW AIDARA, de bandeira de Togo, transportava 11 tripulantes e apresentou falha no sistema hidráulico no dia 5 de fevereiro, o que comprometeu o controle da embarcação.
Segundo a Marinha do Brasil, a primeira notificação sobre o caso ocorreu em 25 de fevereiro, quando o navio ainda estava fora da área de jurisdição brasileira, sob responsabilidade de Dakar.
A embarcação permaneceu em deslocamento à deriva entre a costa do Nordeste brasileiro e a África Ocidental. O problema foi causado pelo rompimento de uma mangueira hidráulica, que gerou vazamento de óleo e danos ao sistema de acionamento do leme.
Com a falha, o navio perdeu capacidade de manter o rumo e seguiu à deriva até entrar na área de responsabilidade brasileira, a aproximadamente 675 milhas náuticas da costa.
O Serviço de Busca e Salvamento foi acionado quando a embarcação passou a ser monitorada pelo Salvamar Nordeste. A operação contou com coordenação a partir de Natal e apoio da Capitania dos Portos do Ceará.
Durante o período à deriva, o navio enfrentou escassez de alimentos e dificuldades de comunicação. Segundo a Marinha, não havia comunicação por satélite nem por rádio de alta frequência, sendo possível apenas contato por rádio VHF com embarcações próximas.
Para auxiliar, navios que navegavam na região foram orientados a prestar apoio. O navio mercante YK NEWPORT se aproximou da embarcação no dia 1º de março e realizou contato, além de atendimento remoto para avaliação da tripulação.
A tripulação informou que tentaria reparar o sistema por conta própria, mas o problema não foi solucionado.
Diante da situação, a Marinha mobilizou o Navio-Patrulha Oceânico Araguari e a corveta Caboclo. Posteriormente, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo realizou o reboque da embarcação até Fortaleza.
Segundo a Marinha do Brasil, a operação teve como objetivo garantir a segurança da navegação e preservar a integridade da tripulação, além de evitar possíveis impactos ao meio ambiente.
Foto: Divulgação/Marinha do Brasil
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







