Fomepizol

RN recebe 24 ampolas de Fomepizol para tratamento de intoxicação por metanol

RN recebe 24 ampolas de Fomepizol para tratamento de intoxicação por metanol

Medicamento foi enviado pelo Ministério da Saúde e será armazenado pela Unicat; estado mantém monitoramento ativo, sem casos confirmados

Rio Grande do Norte recebe primeira remessa de antídoto contra intoxicação por metanol

O Rio Grande do Norte recebeu, nesta sexta-feira (10), a primeira remessa do antídoto utilizado no tratamento de intoxicação por metanol. O medicamento, chamado Fomepizol, foi enviado ao estado pelo Ministério da Saúde e será armazenado sob a guarda da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat).

A carga inicial é composta por 24 ampolas e faz parte da distribuição nacional coordenada pelo Governo Federal em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O envio ocorre como medida preventiva diante do aumento de casos suspeitos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas em outras regiões do país.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Rio Grande do Norte segue sem registros de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol. Ainda assim, as equipes de vigilância estadual mantêm o monitoramento ativo e seguem as orientações do Ministério da Saúde quanto à detecção precoce e à resposta imediata a possíveis ocorrências.

Distribuição e armazenamento

Conforme determinação ministerial, o medicamento ficará sob a responsabilidade da Unicat, órgão vinculado à Sesap, que fará a distribuição sob demanda caso algum caso suspeito venha a ser registrado no estado.

A Unicat é responsável pelo armazenamento e fornecimento de insumos e medicamentos estratégicos utilizados pela rede pública de saúde. O órgão atua em articulação com os hospitais de referência e com os centros especializados em toxicologia.

Aquisição do medicamento

O Fomepizol foi adquirido pelo Governo Federal por meio de cooperação com a OPAS, entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O antídoto chegou ao Brasil na quinta-feira (9) e está sendo distribuído aos estados de forma proporcional, conforme critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O medicamento é utilizado no tratamento de intoxicações provocadas pela ingestão de metanol e etilenoglicol, substâncias tóxicas que podem estar presentes em bebidas adulteradas ou produtos químicos de uso industrial. O Fomepizol atua bloqueando a conversão do metanol em compostos mais tóxicos pelo organismo, reduzindo os danos e aumentando as chances de recuperação do paciente.

Ações de vigilância no Rio Grande do Norte

Em 2 de outubro, a Sesap publicou uma nota técnica direcionada aos municípios potiguares com orientações sobre detecção precoce, manejo clínico e notificação imediata de casos suspeitos de intoxicação por metanol.

O documento reforça os protocolos de vigilância e destaca a importância da notificação rápida para garantir resposta adequada e o uso do antídoto quando necessário.

Atuam nessa estrutura o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que estão em alerta e monitoram continuamente os indicadores de saúde pública relacionados ao tema.

Contexto nacional

O Ministério da Saúde tem acompanhado o aumento de notificações de intoxicação por metanol em diversos estados. Até o último boletim divulgado, o país registrava 29 casos confirmados e 217 sob investigação, além de centenas de suspeitas descartadas. A situação levou a pasta a classificar o cenário como Evento de Saúde Pública, para intensificar a vigilância em todo o território nacional.

Embora o Rio Grande do Norte ainda não tenha casos confirmados, a chegada do antídoto e a manutenção das ações de monitoramento garantem o preparo da rede estadual de saúde para um eventual atendimento emergencial.

Fotos: Sesap/Divulgação

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Ministério da Saúde registra 127 casos de intoxicação por metanol e recomenda evitar bebidas destiladas

Ministério da Saúde registra 127 casos de intoxicação por metanol e recomenda evitar bebidas destiladas

Alexandre Padilha orienta população a não consumir bebidas em garrafas com rosca e anuncia novas medidas de enfrentamento

Ministério da Saúde registra 127 casos de intoxicação por metanol no Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou neste sábado (4) que o Brasil contabiliza 127 casos confirmados de intoxicação por metanol. Segundo ele, o número de casos confirmados se mantém estável, mas houve aumento nas notificações de suspeitas. Até o momento, 12 estados registraram ocorrências. O ministro fez o anúncio durante visita a Teresina, no Piauí.

Padilha recomendou que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas nos próximos dias, principalmente destilados vendidos em garrafas com tampas de rosca. O alerta se deve à possibilidade de adulteração com metanol, substância altamente tóxica e imprópria para consumo humano.

“Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca”, afirmou o ministro.

Ele acrescentou que não há registros de adulteração em bebidas comercializadas em latas ou em garrafas com tampas metálicas.

Governo adota medidas de enfrentamento

De acordo com o ministro, o governo federal está adotando medidas emergenciais para conter o avanço dos casos e garantir atendimento adequado às vítimas. O Ministério da Saúde identificou 604 farmácias de manipulação em condições de produzir o etanol farmacêutico, substância utilizada como antídoto sob prescrição médica.

Foram adquiridas 12 mil ampolas do etanol farmacêutico, que serão distribuídas aos Centros de Referência de Toxicologia em todo o país. Além disso, o governo comprou 2.500 tratamentos de Fomepizol, outro antídoto eficaz contra a intoxicação por metanol. A aquisição foi feita por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e os medicamentos devem chegar ao Brasil na próxima semana.

Orientações aos profissionais de saúde

Padilha também destacou a importância da notificação imediata pelos profissionais de saúde, tanto da rede pública quanto da privada, assim que houver suspeita de intoxicação. O registro precoce permite que os Centros de Toxicologia ofereçam suporte técnico e orientações sobre o cumprimento do protocolo do Ministério da Saúde.

Entre as medidas recomendadas estão a checagem de acidose metabólica, hidratação adequada do paciente, monitoramento cardíaco e o uso do etanol farmacêutico conforme prescrição. A notificação também ajuda a identificar o local de consumo e a origem da bebida, auxiliando as autoridades sanitárias na investigação.

O que é o metanol e como evitar riscos

O metanol é uma substância química usada como matéria-prima na fabricação de combustíveis e produtos industriais. Quando ingerido, pode causar intoxicação grave e até morte. Ele tem gosto levemente adocicado, semelhante ao do etanol, e não apresenta odor forte, o que dificulta sua identificação em bebidas adulteradas.

Para reduzir o risco de contaminação, o Ministério da Saúde orienta que a população:

  • Verifique a origem da bebida e se o lacre da embalagem está intacto;
  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado e de pontos de venda informais;
  • Rejeite embalagens com rótulos mal impressos, sem CNPJ, lote ou validade;
  • Observe a cor, o cheiro e a consistência da bebida;
  • Evite testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar o produto;
  • Em bares e restaurantes, peça para que a bebida seja servida na frente do consumidor.

Sintomas e busca por atendimento

Os sintomas de intoxicação por metanol podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura e visão turva. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com os de uma ressaca comum, mas tendem a ser mais intensos e rápidos.

O Ministério da Saúde reforça que qualquer pessoa que apresente sintomas após consumir bebidas suspeitas deve procurar atendimento médico imediato. A intervenção precoce é fundamental para evitar complicações graves e salvar vidas.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil

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