Procon Natal sai às ruas para pesquisar os preços dos produtos natalinos na capital potiguar - Por dentro do RN
Procon Natal sai às ruas para pesquisar os preços dos produtos natalinos na capital potiguar

Procon Natal sai às ruas para pesquisar os preços dos produtos natalinos na capital potiguar

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, com o seu Núcleo de pesquisa, no intuito de orientar os consumidores nas compras para as festas de fim de ano, realizou pesquisa direta de produtos natalinos em estabelecimentos comerciais como hipermercados, supermercados e atacarejos da capital.

A equipe de pesquisadores esteve nas primeiras semanas do mês de dezembro, entre os dias 03 e 16, em 17 estabelecimentos comerciais. A cesta de produtos natalinos é composta por sessenta e nove itens divididos por categorias: queijos, salames, panetones, carnes, peixes, bebidas, chocolates, biscoitos, azeites, frutas secas e frutas em conservas.

Os produtos que compõem a cesta de produtos natalinos pesquisada pelo Procon Natal são: salame tipo italiano, queijo provolone, queijo do reino, panetones de chocolate, frutas e passas, frango, ave Chester, ave Fiesta, peru, pernil de porco, lombo de porco, bacalhau, champagne, vinho branco, vinho tinto e whisky, frutas secas, frutas em calda, biscoito champagne, chocolates e azeites As planilhas contendo todos os dados de preço, média, e variação, bem como os estabelecimentos pesquisados, para todos os produtos, dentre outras informações, podem ser obtidas através do endereço eletrônico http://www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa.

É permitida a publicação dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização deste material, integral ou parcial, para fins publicitários.

METODOLOGIA

Os produtos que compuseram a pesquisa foram os mais comuns da tradicional ceia natalina, de forma a abranger o maior número de produtos característicos desta época do ano. Os estabelecimentos foram selecionados em função da oferta da maior parte desses produtos, levando em consideração o porte do mesmo, uma vez que por se tratar de produtos sazonais, os de maior porte possuem maior variedade destes produtos.

Os pesquisadores compareceram aos estabelecimentos em duas ocasiões distintas, dentro do período contemplado pela pesquisa. A média foi determinada a partir dos valores encontrados nas duas semanas, em todos os estabelecimentos, para cada item.

ANÁLISE DOS DADOS

Na categoria de salame e queijos, o salame teve variação positiva de 1,28% de uma semana para outra com preço médio (kg) de R$ 101,25 na primeira semana, e de R$ 102,56 na segunda semana, esse produto teve seu melhor preço na segunda semana, tendo sido encontrado pelos pesquisadores com valor de R$ 63,20 nos atacarejos.

Já os queijos (kg) tiveram variação negativa em quase todos os produtos pesquisados, em destaque o queijo provolone Quatá e o queijo do reino Tirolez com variação negativa de 8,22% e 9,21% respectivamente. Nessa categoria foi observado que dos nove produtos pesquisados 44,44% tiveram redução de preço de uma semana para outra.

Os panetones apresentaram certa estabilidade de preço em relação aos variados estabelecimentos, sem grande variação entre as duas semanas pesquisadas. O panetone tradicional de chocolate da Bauducco (400 g) teve seus preços médios de R$ 18,08 na primeira semana, e de R$ 18,05 na segunda, a variação foi negativa de 0,72%, essa tendência segue para todos os panetones, uma vez que diante da aproximação do fim do período de festas natalinas, os estabelecimentos comerciais fazem promoções deste produto.

Na primeira semana, o melhor preço para a compra desse produto era nos hipermercados com o preço médio de R$ 17,56, mas na segunda semana a pesquisa identificou o melhor preço nos atacarejos com preço médio de R$ 17,89, ou seja, os hipermercados aumentaram o preço desse produto, enquanto os atacarejos diminuíram.

Esse produto estava presente em grande variedade nos três segmentos pesquisados, na primeira semana foi encontrado em 69,56% dos estabelecimentos, e na segunda semana cerca de 76,47% dos estabelecimentos estavam com esse produto à venda. Isso demonstra que os  estabelecimentos estão preparados com estoque e a tendência é de promoção para esse produto, com a proximidade do dia 24 de dezembro. Esse produto que já foi comercializado em grande variedade de marcas em anos anteriores, atualmente foi encontrado pelos pesquisadores com destaque para três marcas: Bauducco, Visconti e Tommy.

Em relação à categoria de carnes e peixes, estão inclusos as aves, os peixes e a carne suína. Dos quinze itens dessa categoria 46,66% apresentaram redução nos preços de uma semana para a outra. Fato esperado, pois da mesma forma que os panetones são produtos bastante sazonais e a tendência é de crescentes promoções ao se aproximar a data natalina.

Os produtos que apresentaram essa redução foram: Chester, Aves Fiesta e Supreme, peru, lombo e pernil de porco. A ave Supreme da Sadia teve sua variação negativa de 9,34%, onde na primeira semana o preço médio foi de R$ 21,08 e na segunda semana foi de R$ 19,28.

Os produtos dessa categoria estavam com preços melhores nos atacarejos, nos supermercados de bairro esses produtos não são comercializados na maioria dos estabelecimentos, mas onde foram encontrados, seus preços são melhores em relação aos hipermercados. A exemplo o frango congelado (produto mais comum), a pesquisa encontrou nos atacarejos o preço médio de R$ 10,49 (kg), nos supermercados de bairro o preço médio foi de R$ 12,79 (kg) e nos hipermercados o preço médio desse produto a pesquisa encontrou um preço médio de R$ 13,42 (kg), esses preços foram observados na segunda semana, na primeira semana os preços são diferentes mas o comportamento é o mesmo.

Com relação à categoria das bebidas, foram considerados na pesquisa apenas os vinhos nacionais mais populares (brancos e tintos), espumantes nacionais e whiskys mais comuns. Os itens pesquisados não apresentaram grandes alterações de preço entre uma semana e outra, os preços nos diferentes estabelecimentos se encontram próximos da média e o segmento que apresenta maior variedade são os hipermercados. Para alguns produtos comercializados nos atacarejos, os preços são melhores, porém não foi encontrada uma diferença consideravelmente significativa nos valores.

Já nos supermercados a variedade não é tão grande e os preços não são tão em conta. Além disso, os hipermercados possuem uma variedade muito maior de marcas a serem avaliadas por este órgão. Dentre as bebidas pesquisadas pelo Procon Natal, o vinho tinto foi o que registrou o menor índice de aumento comparando-se os preços médios em relação às duas semanas pesquisadas e permaneceu praticamente estável, à exceção do vinho tinto Mioranza (750 ml) com variação positiva de 9,17%.

Para o litro de whisky da marca Red Label, o preço médio foi de R$ 99,84, de R$ 47,80 para o da marca Teacher ‘seo preço médio do Old Eigth foi de R$ 31,38. Para esses produtos os melhores preços foram encontrados nos hipermercados, já nos supermercados de bairro esses produtos estavam em falta na maioria dos estabelecimentos.

As frutas em calda e secas constituem uma das categorias mais caras dos componentes da cesta natalina, por se tratar de especiarias. Por serem comercializadas em diversas frações nos estabelecimentos, não é possível estabelecer uma comparação segundo a forma de apresentação das mesmas. Desta forma, para os cálculos de comparação, o Núcleo de pesquisa utiliza-se do preço por quilograma do item. Outra dificuldade no comparativo desses produtos entre os estabelecimentos é a diversidade de marcas encontradas, além da apresentação a granel.

Então, pelo exposto, o consumidor deve estar atento na hora de fazer suas compras para a conversão do valor unitário em preço por quilograma, pois um pacote com algumas gramas pode sair muito mais caro que a aquisição do produto a granel. Exemplo disso é a Castanha do Pará, que apresentou em média o preço (kg) de R$ 158,64 na primeira semana, e de R$ 143,29 na segunda semana. O preço (kg) mais caro encontrado pela equipe de pesquisa foi nos supermercados de bairro de R$ 207,70 na primeira e segunda semanas.

Na categoria de biscoito e chocolates a variação na primeira e segunda semana do mês de dezembro para esses produtos tiveram índice negativo, para os biscoitos Champanhe a variação foi negativa de 3,05%, o preço médio da primeira semana foi de R$ 8,11 e na segunda semana o preço médio encontrado pela pesquisa foi de R$ 7,87.

A pesquisa identificou no produto caixa de chocolate uma redução na gramatura, e isso não quer dizer que o preço acompanhou a redução da quantidade, no entanto o comportamento dos preços foi de promoção, segundo os estabelecimentos. A caixa de chocolate Nestlé (250 g), por exemplo, foi encontrada com preço médio de R$ 11,05 na primeira semana e na segunda de R$ 11,00.

Os melhores preços foram encontrados nos atacarejos com o menor preço deste produto na primeira semana de R$ 9,77 e na segunda semana estava por R$ 9,82, ou seja, nas duas semanas a pesquisa identificou este segmento como sendo o melhor lugar para compra deste item.

Para a categoria de azeites, pela variedade encontrada desses produtos a análise foi feita com os preços mais em conta, dentre aqueles encontrados nos estabelecimentos pesquisados. O Núcleo de pesquisa considerou para sua avaliação de preços o azeite extravirgem de 500 ml das seguintes marcas Gallo, Andorinha e Borges, por terem sido encontradas pelos pesquisadores na maioria dos  estabelecimentos pesquisados. O azeite extravirgem Gallo apresentou uma grande variação entre o menor e o maior preço nas duas semanas.

Na primeira semana, foi encontrado com menor valor de R$ 22,50 enquanto que o maior valor foi de R$ 35,89, já na segunda semana da pesquisa, o menor preço encontrado foi de R$ 20,50 e o maior foi de R$ 35,89, com uma variação entre o maior e menor de cerca 75%, entre os estabelecimentos.

Em média, o azeite Galo na primeira semana estava com o preço médio de R$ 27,20 e na segunda semana o preço médio encontrado foi de R$ 27,14. Esse comportamento foi observado nas demais marcas, e, nas duas semanas pesquisadas, os melhores preços para esse produto foram encontrados pela pesquisa nos hipermercados e nos atacarejos.

CONCLUSÃO

Após avaliar os dados dos preços dos produtos da cesta natalina, o Procon Natal observou que mais uma vez, para a maioria dos produtos, há grandes diferenças entre os preços praticados pelos diferentes estabelecimentos. Como forma de se nortear na hora de comprar, o consumidor pode usar o valor do preço médio encontrado pela pesquisa como referência, para decidir se o local em que ele deseja realizar suas compras oferece preços acessíveis, uma vez que não é possível aos consumidores, frequentar todos os estabelecimentos em busca do menor preço.

O Procon Natal informa ainda que o objetivo da pesquisa é orientar o público onde procurar esses produtos da cesta natalina com os menores preços, e que a planilha está disponível no endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa, acessível aos consumidores para consulta na íntegra aos dados obtidos na pesquisa.

Alerta também para que os consumidores fiquem atentos aos preços praticados nos estabelecimentos uma vez que estes produtos têm seus preços conforme o porte do estabelecimento e a variedade desses produtos disponíveis aos consumidores nessa época do ano.

Foto: Reprodução

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