A Procuradoria-Geral Eleitoral defendeu a condenação de Bolsonaro, alegando que ele divulgou informações inverídicas sobre o sistema de votação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 22 de junho o julgamento do processo aberto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é acusado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação após uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada em julho de 2022, em que atacou o sistema eletrônico de votação.
O PDT entrou com uma ação de investigação no TSE e, em seguida, o tribunal determinou a retirada das imagens do encontro das redes sociais e da transmissão oficial do evento por entender que houve divulgação de fatos inverídicos ou descontextualizados sobre o sistema de votação.
Se condenado, Bolsonaro ficará inelegível por oito anos e não poderá disputar as próximas eleições. A Procuradoria-Geral Eleitoral defendeu a condenação de Bolsonaro, alegando que ele divulgou informações inverídicas sobre o sistema de votação.
Durante a tramitação da ação, a defesa de Bolsonaro defendeu que o caso não poderia ser julgado pela Justiça Eleitoral, pois o evento com os embaixadores foi realizado em 18 de julho, quando Bolsonaro não era candidato oficial às eleições de 2022 e o nome dele ainda não tinha sido aprovado em convenção partidária.
Foto: Alan Santos/PR/Ilustração/Arquivo
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