PIB 2025: Ministério da Fazenda revisa projeções e inflação de alimentos

PIB 2025: Ministério da Fazenda revisa projeções e inflação de alimentos

Ministério da Fazenda revisa crescimento do PIB para 2,3% em 2025 e prevê desaceleração na inflação de alimentos

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) divulgou, nesta quinta-feira (13.jan.2025), suas projeções macroeconômicas para o Brasil em 2025. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisado para 2,3%, abaixo da estimativa anterior de 2,5%. A redução reflete a elevação dos juros, a desaceleração da atividade econômica no quarto trimestre de 2024 e o cenário externo desfavorável.

Segundo Raquel Nadal, subsecretária de Política Macroeconômica, a revisão incorpora os efeitos da política monetária e a desaceleração mais acentuada no final de 2024. No entanto, o setor agropecuário deve apresentar melhores resultados, impulsionado por perspectivas positivas para a safra de 2025.

Desaceleração por setores

A SPE projeta desaceleração na indústria e nos serviços, parcialmente compensada pelo crescimento da agropecuária. Para a indústria, a previsão de crescimento em 2025 foi ajustada de 2,5% para 2,2%, devido à desaceleração na indústria de transformação e na construção civil, apesar da recuperação na indústria extrativa, especialmente com a entrada em operação de novas plataformas de petróleo.

No setor de serviços, a expansão esperada caiu de 2,1% para 1,9%, refletindo a desaceleração na criação de empregos e a redução no ritmo de concessão de crédito, influenciada pelos juros elevados. Já a agropecuária mantém a projeção de crescimento de 6%, sustentada por safras recordes, dados preliminares de abate de bovinos e melhora nas condições climáticas.

Inflação de alimentos: safras e ciclo de abate influenciam preços

A inflação de alimentos deve apresentar recuo em 2025, impulsionada por um cenário climático favorável, safras recordes e o fim da reversão do ciclo de abate de bovinos. Raquel Nadal destacou que safras favoráveis de soja, arroz e feijão ajudarão a conter os preços de cereais e leguminosas. Além disso, a neutralidade climática a partir de março deve contribuir para a estabilização dos preços de frutas e hortaliças.

O preço da carne, que teve alta significativa em 2024, deve desacelerar em 2025 com o fim da reversão do ciclo de abate. Esse ciclo, que aumentou a oferta de animais para o mercado após a retenção de vacas para procriação, impactou fortemente a inflação no ano passado. A alta de 19% no preço da carne bovina em 2024 foi um dos principais fatores para a inflação de alimentos, que atingiu 8,2%. Sem esse impacto, a inflação teria ficado em 6,2%.

Efeitos climáticos e doenças nas safras

Em 2024, secas e queimadas no segundo semestre afetaram os preços do café e do leite, enquanto o greening, doença que prejudica a produção de cítricos, elevou o preço da laranja. Para 2025, a SPE projeta um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,8%, similar ao observado em 2024.

Impactos da política comercial dos EUA

O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que ainda é cedo para avaliar os impactos da política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no crescimento brasileiro em 2025. Segundo ele, apenas efeitos setoriais podem ser identificados no momento, sem impactos macroeconômicos claros. “Caso necessário, ajustaremos o cenário macroeconômico quando tivermos mais clareza sobre os efeitos”, concluiu Mello.

Foto: Renato Araújo/Agência Brasília / Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília / Tânia Rêgo/Agência Brasil

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