Rendimento domiciliar no RN atinge maior valor histórico, aponta IBGE

Rendimento domiciliar no RN atinge maior valor histórico, aponta IBGE

Estado registrou alta de 17,5% em 2024; rendimento mensal per capita chegou a R$ 1.575

O rendimento mensal real domiciliar per capita no Rio Grande do Norte atingiu, em 2024, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua): Rendimento de Todas as Fontes, divulgada pelo IBGE no dia 8 de maio, o valor chegou a R$ 1.575 no estado, representando um crescimento de 17,5% em relação a 2022, quando era de R$ 1.340 (a preços atualizados).

O avanço acompanha o cenário nacional, que também registrou um recorde no rendimento domiciliar per capita, alcançando R$ 2.020 em 2024, com alta de 16,8% sobre o ano anterior, já descontada a inflação.

A série histórica do IBGE, iniciada em 2012, aponta que o aumento do rendimento da população foi generalizado em todas as unidades da federação, sendo que em 19 estados houve recorde no indicador.

Nordeste ainda tem menor média regional de rendimento

Apesar da melhora observada no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste, a região ainda apresenta o menor rendimento médio entre todas as regiões brasileiras. A média do Nordeste em 2024 foi de R$ 1.319, ficando abaixo das demais:

  • Sul: R$ 2.499
  • Sudeste: R$ 2.381
  • Centro-Oeste: R$ 2.331
  • Norte: R$ 1.389
  • Nordeste: R$ 1.319

Ranking por estado coloca RN em posição intermediária

No ranking nacional de rendimento domiciliar per capita por unidade federativa, o Rio Grande do Norte figura em uma posição intermediária, à frente de estados como Maranhão (R$ 1.078), Ceará (R$ 1.210) e Amazonas (R$ 1.231), mas ainda distante dos líderes: Distrito Federal (R$ 3.276), São Paulo (R$ 2.588) e Santa Catarina (R$ 2.544).

A diferença entre o maior e o menor rendimento do país evidencia a desigualdade regional ainda presente, embora o levantamento do IBGE também aponte para uma redução do índice de Gini, que mede a concentração de renda. Em 2024, o índice nacional foi de 0,506, o menor desde o início da série histórica, contra 0,518 em 2023 e 0,544 em 2019.

Mais brasileiros têm algum tipo de rendimento

Outro destaque da pesquisa foi o aumento da população com algum tipo de rendimento. Em 2024, 143,4 milhões de pessoas no país tinham rendimentos de trabalho, aposentadoria, pensão ou programas sociais. O número representa uma alta em relação aos anos anteriores.

A população beneficiada por programas sociais também cresceu, passando de 18,6 milhões em 2023 para 20,1 milhões em 2024. O valor médio dos rendimentos de programas sociais também bateu recorde, chegando a R$ 836.

Trabalho e programas sociais impulsionam ganhos

A PNAD Contínua considera diferentes fontes de rendimento para estimar os valores médios, entre elas:

  • Trabalho formal e informal
  • Aposentadorias e pensões
  • Aluguéis e investimentos
  • Benefícios sociais, como o Bolsa Família

O rendimento médio do trabalho atingiu R$ 3.225 em 2024, o maior da série histórica.

Sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fornece estimativas sobre diversas dimensões do mercado de trabalho e dos rendimentos da população. A edição de 2024 inclui informações para o Brasil, grandes regiões e todas as unidades da federação, permitindo análises comparativas entre estados e regiões.

Entre os principais indicadores da edição mais recente, destacam-se:

  • Rendimento médio mensal real domiciliar per capita
  • Rendimento médio real de todas as fontes
  • Rendimento de programas sociais
  • Índice de Gini da renda domiciliar

Esses dados são fundamentais para a formulação de políticas públicas e para o acompanhamento das condições econômicas da população brasileira.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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