Animais serão transferidos para rios da região para conter superpopulação e garantir segurança de moradores e visitantes
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) anunciou, nesta quarta-feira (16.jul.2025), a adoção de um plano emergencial para remoção de aproximadamente 60 jacarés-de-papo-amarelo da lagoa de Maracajaú, localizada no município de Maxaranguape, no litoral Norte do estado.
A medida tem como objetivo controlar a superpopulação da espécie e reduzir riscos à segurança de moradores e visitantes. Os animais serão realocados para três rios da região: um em Touros, outro em Ceará-Mirim e o terceiro no Rio Punaú, em Rio do Fogo.

A operação será acompanhada por um grupo de trabalho interinstitucional, cuja formalização ocorrerá por meio de decreto municipal. A decisão foi tomada durante reunião pública realizada no auditório do Ecoposto da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), com a presença de representantes do Ibama, Batalhão de Polícia Ambiental, Prefeitura de Maxaranguape, Assembleia Legislativa do RN e Câmara Municipal.
Segundo técnicos do Idema, a retirada dos animais visa preservar tanto a segurança da população quanto o equilíbrio ecológico da área. A presença excessiva de jacarés na lagoa foi atribuída à reprodução acelerada e ao hábito de moradores de alimentar os animais, comportamento que compromete o instinto natural da espécie e pode levar à perda do medo de humanos.
De acordo com o biólogo Marcelo Silva, supervisor do núcleo de fauna do Idema, cada fêmea da espécie pode colocar até 50 ovos, dos quais cerca de 30 filhotes costumam sobreviver até a fase adulta. Esse fator levou os especialistas a identificar o risco de um crescimento descontrolado da população de jacarés no local.

Durante o anúncio, o Idema fez um alerta à população para que evite alimentar os animais. A prática pode desestabilizar o ecossistema e aumentar a possibilidade de incidentes. O órgão reforça que os jacarés são animais silvestres e devem viver em habitat natural, com alimentação adequada e comportamento preservado.
A retirada será realizada por profissionais especializados em manejo de fauna silvestre. A operação integra uma estratégia mais ampla de educação ambiental e monitoramento contínuo da lagoa, com o objetivo de evitar novos surtos populacionais.
Além da remoção dos animais adultos, o Idema manterá ações de observação das áreas de desova, controle de nascimentos e orientação à comunidade local. A autarquia também planeja reforçar atividades educativas sobre convivência segura com a fauna silvestre.
O plano foi elaborado em consonância com os princípios de proteção ambiental e normas de segurança pública, levando em consideração tanto o bem-estar animal quanto a preservação dos ecossistemas costeiros da região Norte do estado.
Foto: Reprodução/Idemaa
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