Vítima de espancamento em elevador de Natal teve múltiplas fraturas e passou por procedimento de mais de 7 horas
Juliana Soares, de 35 anos, vítima de espancamento ocorrido no elevador de um condomínio em Natal, divulgou nesta semana uma imagem do rosto após passar por cirurgia facial reconstrutiva. A imagem foi publicada em seu perfil nas redes sociais e mostra o sétimo dia de recuperação após o procedimento.
Ela teve alta hospitalar na última segunda-feira (4.ago.2025). A cirurgia ocorreu no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), na sexta-feira passada (1º.ago), e durou mais de sete horas. Segundo os médicos, o procedimento foi bem-sucedido, apesar da gravidade das fraturas.

Juliana sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar após ser agredida com mais de 60 socos. A cirurgia realizada, chamada osteossíntese, tem como objetivo restaurar a estética e a funcionalidade do rosto. A previsão inicial era de três horas de duração, mas a complexidade da lesão exigiu um tempo maior de intervenção.
O cirurgião-dentista responsável, Kerlison Paulino de Oliveira, informou que algumas fraturas apresentavam fragmentos difíceis de serem fixados. Segundo ele, foi necessário utilizar placas mais rígidas e com perfis mais grossos para garantir a sustentação do esqueleto facial.

De acordo com o especialista, não foi possível determinar com precisão a quantidade de fraturas. Ele também afirmou que há possibilidade de sequelas permanentes. “Alguns fragmentos estavam muito distantes, mesmo com as fixações, o que compromete uma união perfeita dos tecidos ósseos”, explicou.
Juliana também iniciou sessões de laserterapia no rosto para controle de edema e inflamação. As sessões fazem parte do processo de reabilitação pós-cirúrgica.
A agressão aconteceu no dia 26 de julho. O acusado é Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Nesta quinta-feira (7.ago), a Justiça do Rio Grande do Norte aceitou a denúncia do Ministério Público. O acusado se tornou réu por tentativa de feminicídio.

Segundo informações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. Igor Cabral está detido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim. Na sexta-feira (1º.ago), ele relatou ter sido agredido dentro da unidade prisional.
Por meio de nota divulgada pelo advogado de defesa, o acusado pediu perdão e atribuiu o ato a uso de substâncias e instabilidade emocional.
Como denunciar violência contra a mulher
- Polícia Militar: 190
- Polícia Civil: 181
- Central de Atendimento à Mulher: 180
Foto: Reprodução
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