Levantamento do Idema aponta alta nos preços de frutas, leite e óleo; arroz teve queda de 13,56%
Cesta básica em Natal teve aumento de preço em julho de 2025, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema RN). A variação foi de 0,04% em relação ao mês anterior, elevando o custo mensal por pessoa para R$ 615,39. Os dados foram apurados pela Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES) e indicam reversão da deflação de 1,82% registrada em junho.
Entre os treze itens analisados, seis apresentaram aumento de preço. As maiores altas foram observadas nas frutas (6,48%), leite (5,19%) e óleo (4,87%). Também houve elevação nos preços de legumes (2,75%), tubérculos (1,70%) e carne bovina (0,32%).
Por outro lado, sete produtos registraram queda. O arroz teve a maior redução, com -13,56%, seguido por farinha (-4,93%), açúcar (-4,68%), pão (-3,02%), café (-2,25%), margarina (-2,09%) e feijão (-0,04%).
Segundo o Idema, essas variações são influenciadas por fatores como clima e entressafra. A oferta sazonal de frutas como caju e manga impacta diretamente os preços. A queda no valor do café, que chegou a custar R$ 18 por pacote de 250g, foi atribuída à expectativa de maior oferta no mercado. Já o açúcar, que chegou a R$ 4,80, apresentou redução devido à alta produção em estados nordestinos como Pernambuco.
Considerando uma família composta por quatro pessoas, o custo total da cesta básica em julho foi de R$ 2.461,56. Ao somar esse valor a outras despesas essenciais, como transporte, vestuário e gastos pessoais, o total mensal pode alcançar R$ 7.590,52.
O levantamento é realizado de forma contínua por uma equipe de oito pesquisadores, que monitoram os preços em estabelecimentos comerciais da capital potiguar. Os dados servem como referência para o acompanhamento do custo de vida na região.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Natal também apresentou alta em julho, com variação de 0,29% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o índice chegou a 2,78%, e nos últimos 12 meses, atingiu 5,14%.
O grupo alimentação e bebidas, responsável por 32,43% do orçamento familiar, teve aumento de 0,32%. Os principais itens que contribuíram para essa alta foram hortaliças e verduras (10,04%), frutas (5,67%), farinhas, féculas e massas (2,58%), carnes (1,72%), enlatados e conservas (1,42%) e aves e ovos (0,82%).
O grupo despesas pessoais registrou variação positiva de 3,26%, com destaque para recreação (5,12%) e serviços pessoais (0,46%). Já o grupo vestuário teve alta de 0,41%, influenciado pelos preços de tecidos e armarinho (2,74%), calçados e acessórios (1,39%) e roupa infantil (0,77%).
Impacto no consumo
A população tem sentido os efeitos da alta nos preços. Estratégias como compras em dias de promoção, redução no consumo de carne vermelha e busca por ofertas online têm sido adotadas por consumidores para enfrentar o aumento do custo de vida.
De acordo com especialistas, embora o valor agregado da cesta básica permaneça elevado, a tendência é de estabilização nos preços desde maio. A possível redução da tarifa de energia elétrica nos próximos meses pode contribuir para a diminuição dos custos de produção e, consequentemente, dos preços dos alimentos.
Fotos: Divulgação
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