Sete leitos bloqueados por falta de insumos foram reativados; hospital volta a operar com 20 vagas de UTI neonatal e pediátrica
Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, foram reabertos nesta sexta-feira (15). No início do mês, sete leitos — cinco de UTI neonatal e dois de UTI pediátrica — haviam sido bloqueados por falta de insumos e materiais básicos.
Com a retomada, o hospital voltou a funcionar com 20 leitos ativos, sendo 10 de UTI neonatal e 10 de UTI pediátrica.

Na quinta-feira (14), a Justiça Federal havia determinado o desbloqueio dos leitos no prazo de 48 horas, após ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), pela Defensoria Pública do Estado e pelo Ministério Público do RN.
Reabertura antecipada
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que a reabertura ocorreu antes mesmo de a pasta ser notificada oficialmente da decisão. O secretário de Saúde, Alexandre Motta, explicou que o Estado vinha tentando solucionar o problema desde a semana anterior.
Segundo Motta, a pasta conseguiu adquirir insumos por meio de requisição a três empresas, duas delas já com entregas confirmadas. Além disso, houve parcerias com órgãos públicos e um hospital privado. Entre os parceiros citados estão a Secretaria de Saúde da Paraíba, o Hospital Universitário Ana Bezerra (Santa Cruz), a Maternidade Escola Januário Cicco, o Hospital Infantil Varela Santiago e o Hospital Rio Grande, em Natal.

O secretário destacou que, antes disso, já haviam sido reunidos materiais do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e do Hospital Santa Catarina, mas que ainda não eram suficientes para reativar os leitos.
Bloqueio por segurança
Motta afirmou que a decisão da direção local de bloquear os leitos foi correta diante da ausência de insumos, que incluíam medicamentos e materiais para procedimentos, inclusive cirúrgicos. Ele ressaltou que manter leitos sem condições adequadas poderia comprometer a segurança dos pacientes.
“É mais prudente bloquear o leito do que admitir uma criança sem condições de garantir o atendimento necessário”, afirmou.
O secretário também negou denúncias de que uma criança teria morrido no período em que os leitos estavam bloqueados.
Determinação judicial
A decisão da juíza federal Gisele Maria da Silva Araújo Leite determinou não apenas o desbloqueio dos leitos, mas também que o Governo do Estado apresente, em até 30 dias, um plano de ação detalhado para garantir a manutenção integral e ininterrupta dos serviços da UTI.
Esse plano deve incluir a comprovação do fornecimento de todos os medicamentos e materiais necessários para o funcionamento seguro e contínuo das unidades de terapia intensiva do hospital.
Foto: Arquivo/Assecom/Demis Roussos / ASSECOM/RN
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