Letramento emocional: encontro discute limite e afeto na educação das crianças

Letramento emocional: encontro discute limite e afeto na educação das crianças

Dados do Ministério da Saúde apontam para um aumento de 136% no número de internações de jovens e adolescentes por ansiedade e estresse

Letramento emocional: encontro discute limite e afeto na educação das crianças

Como equilibrar limite e afeto na educação das crianças? E de que forma ajudá-las a lidar com as próprias emoções? Para refletir sobre essas questões e ampliar o debate sobre letramento emocional, a Casa Escola promove neste sábado (13), das 9h às 11h, o encontro “Limite e Afeto”. O momento será guiado pelas psicólogas Luciana Lopes e Juliana Guedes, e é voltado aos pais, mães e profissionais da área. As inscrições estão abertas por meio de formulário disponível no Instagram @casaescola.

O desenvolvimento de competências socioemocionais, em todas as etapas da educação básica no Brasil, é previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017. A diretriz se apoia em estudos recentes e ganha ainda mais relevância diante de dados do Ministério da Saúde: em dez anos, as internações de jovens e adolescentes por ansiedade e estresse cresceram 136%.

Segundo a diretora da Casa Escola, Priscila Griner, o encontro reforça o papel das famílias e busca oferecer um “apoio necessário” nesse desafio. “Educar uma criança não é tarefa simples. As pressões do cotidiano, a influência das redes sociais e a culpa que tantas vezes acompanha mães e pais – especialmente elas – tornam esse caminho complexo. Por isso, é fundamental que a escola e a família caminhem juntas”, afirma.

“Limite e Afeto” é um evento destinado a adultos, pais e responsáveis. Para as crianças, haverá programação com atividades recreativas e lúdicas, desenvolvidas para garantir diversão e segurança enquanto os adultos participam da atividade.

Letramento emocional

O conceito de letramento emocional tem se consolidado como um dos pilares da educação contemporânea. A aprendizagem socioemocional, nesse sentido, busca desenvolver habilidades como o reconhecimento e a regulação das emoções, a empatia e o autocontrole, consideradas essenciais em um mundo marcado pela hiperconectividade, pela ansiedade e pelas rápidas transformações sociais.

“E isso tem tudo a ver com limites. A forma como a criança se apresenta no mundo nos oferece pistas importantes para avaliarmos como estão sendo colocados esses limites. Em geral, o limite excessivo costuma gerar insegurança, medos e repressão emocional, restringindo a expressão saudável da criança. Já o limite saudável tem caráter estruturante: a criança encontra segurança e organização interna quando não está em posição de onipotência”, explica a psicóloga Juliana Guedes.

Ela também aponta o impacto das redes sociais e da superexposição às telas. “Acredito que, na era digital, a facilidade de acesso à informação, intensificada pelas redes sociais, pode estar contribuindo para um movimento de insegurança nas famílias. Ironicamente, esse excesso pode até afastar pais e mães da conexão genuína com seus filhos, nos levando a questionar se a informação, sozinha, é suficiente. Na Casa Escola, acreditamos nos espaços de escuta, conexão e diálogo. É o que buscamos fazer em nossos encontros.”, destaca.

Exposição Pedagógica amplia olhar para emoções invisibilizadas

O debate sobre letramento emocional dialoga ainda com a proposta da Exposição Pedagógica da Casa Escola 2025, que acontece nos dias 26 e 27 de setembro. Neste ano, a exposição terá como tema “Cenários Invisíveis”, uma abordagem que, de acordo com a escola, convida a enxergar além do óbvio, revelando histórias, gestos e descobertas que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano.

“Os cenários invisíveis [conforme explica Priscila Griner] estão nas relações humanas, na forma como as crianças aprendem a lidar com suas emoções, nos vínculos que constroem entre si e com o mundo. Então, ao trazermos esse tema para a nossa Exposição Pedagógica, reafirmamos nosso compromisso de olhar para cada detalhe da infância como parte essencial do processo educativo”.

“Afinal, o cuidado com as emoções precisa permear toda a vida da criança e adolescente, estar presente em cada esfera de sua existência, em cada relação, e não se limitar a um ‘programa socioemocional’ isolado”, conclui a diretora da Casa Escola.

Foto: Divulgação

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