Unidade enfrenta colapso com suspensão de exames e greve de terceirizados
Falta de tomógrafos e insumos afeta atendimentos no Hospital Walfredo Gurgel
O Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de urgência e trauma do estado do Rio Grande do Norte, enfrenta dificuldades operacionais que afetam diretamente os atendimentos. A unidade está com os tomógrafos quebrados, o que levou à suspensão dos exames de imagem. Além disso, há relatos de falta de insumos básicos, como luvas, gazes estéreis e antibióticos, comprometendo procedimentos essenciais.
A Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) informou que a empresa responsável pela manutenção dos equipamentos foi acionada e que os exames devem ser retomados até o dia 18 de setembro. Enquanto isso, pacientes estão sendo transferidos para outras unidades, como o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim.
Impacto nos atendimentos
A ausência de tomógrafos tem dificultado o diagnóstico de casos graves, como acidentes vasculares cerebrais e traumas. Profissionais da saúde relatam situações de improviso, como a realização de procedimentos com materiais inadequados devido à falta de insumos específicos.
No setor de queimados, a escassez de recursos também é evidente. A infraestrutura da unidade apresenta limitações que afetam todos os setores, com pacientes sendo atendidos em corredores e procedimentos realizados em condições precárias.

Greve de terceirizados
Além dos problemas estruturais, trabalhadores terceirizados do hospital iniciaram uma greve nesta quarta-feira (17). A paralisação atinge setores fundamentais, como transporte de pacientes, alimentação e lavanderia hospitalar. Os profissionais denunciam três meses de salários atrasados e afirmam que estão há oito meses sem receber vale-alimentação.
Durante o protesto, os trabalhadores cobraram respostas da Sesap e das empresas contratadas, mas não houve definição sobre prazos para regularização dos pagamentos. A greve compromete ainda mais o funcionamento da unidade, que já opera sob pressão.
Situação crítica
A rotina no Hospital Walfredo Gurgel é marcada por sobrecarga e escassez de recursos. A falta de alimentos para funcionários e acompanhantes também foi apontada como um fator que compromete o bem-estar no ambiente hospitalar. Há relatos de profissionais que iniciam o turno já cientes da ausência de insumos e alimentação.
A precarização da estrutura hospitalar tem gerado indignação entre sindicatos, profissionais da saúde e pacientes. A unidade, reconhecida por sua importância no atendimento de urgência, enfrenta limitações que dificultam a prestação de serviços adequados.
Perspectivas
A situação no Hospital Walfredo Gurgel evidencia a necessidade de investimentos urgentes na saúde pública do estado. A retomada dos exames de imagem depende da manutenção dos tomógrafos, enquanto a greve dos terceirizados exige solução imediata para evitar o agravamento da crise.
A Sesap acompanha o caso e deve apresentar medidas para restabelecer o funcionamento pleno da unidade. A expectativa é que os serviços sejam normalizados nos próximos dias, mas os desafios estruturais e operacionais permanecem como pontos críticos a serem enfrentados.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
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