Serviço enfrenta falta de ambulâncias e sobrecarga; resgates foram feitos por bombeiros e PRF
Vítimas de acidentes não conseguem atendimento do Samu em Natal
Vítimas de pelo menos três acidentes registrados em diferentes regiões de Natal não conseguiram atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os casos ocorreram em um mesmo dia e revelam dificuldades operacionais do serviço, como falta de ambulâncias e sobrecarga de chamados.
Um dos acidentes aconteceu na marginal da BR-101, próximo à entrada do Centro Administrativo do Estado. Um micro-ônibus colidiu na traseira de outro veículo. Cinco passageiras ficaram feridas, incluindo uma mulher que bateu o rosto em uma barra de ferro. As vítimas tentaram acionar o Samu, mas foram informadas da indisponibilidade de ambulâncias. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros após cerca de meia hora de espera.
Outro acidente foi registrado no bairro Igapó, na Zona Norte. Uma mulher sofreu queda de motocicleta e foi socorrida por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal. Um técnico de enfermagem que passava pelo local prestou os primeiros socorros e realizou curativos na vítima.
No bairro do Alecrim, uma mulher caiu de um ônibus após o motorista frear bruscamente. O acidente ocorreu pouco antes do meio-dia. A vítima estava na escada do veículo e caiu no asfalto. Testemunhas relataram que a porta do ônibus estava aberta no momento da freada. O Samu foi acionado, mas não compareceu ao local. O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que encaminhou a mulher ao Hospital Walfredo Gurgel.

No hospital, ambulâncias do Samu estavam retidas aguardando liberação de macas, o que contribuiu para a demora nos atendimentos. A média de ambulâncias operando diariamente estaria abaixo do ideal, com apenas cinco das nove unidades em atividade, segundo informações apuradas.
A coordenação do Samu informou que todas as ambulâncias estavam ocupadas no momento dos chamados e que havia 20 ocorrências registradas no sistema, incluindo oito pedidos de remoção. A ausência de técnicos de enfermagem foi atribuída a afastamentos médicos.
A Secretaria Municipal de Saúde comunicou que o serviço enfrentou um número elevado de chamados de urgência e emergência, especialmente envolvendo múltiplas vítimas. A pasta afirmou que houve monitoramento e redistribuição de equipes, além de esforços para liberar macas e atender os casos com prioridade.
Foto: Arquivo/POR DENTRO DO RN/Ilustração
Siga o Por Dentro do RN também no Instagram e mantenha-se informado.







